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DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO FÍSICO
Para todos os amigos do Grande Calvário que é a física na UFMT! O melhor curso do Brasil!
Consideramos esses postulados como intuitivamente óbvios, que todo físico(a) nasce igual, em primeira aproximação, e é dotado(a), pelo criador, de certos privilégios discretos, entre eles, uma vida média de repouso, n graus de liberdade e os seguintes direitos, que são invariantes sob todas as transformações:
I. Aproximar todos os problemas a casos ideais.
II. Usar cálculos de ordem de grandeza sempre que necessários (isto é, sempre que se der bem com eles).
III. Usar o rigoroso método da "acochambração" para resolver problemas mais difíceis que a soma de inteiros reais positivos.
IV. Desprezar todas as funções que divergem considerando-as "detestáveis" e "não-físicas".
V. Invocar o princípio da incerteza sempre que confrontado com matemáticos, químicos, engenheiros, psicólogos, dramaturgos e andere schweinhund.
VI. Usar "notações bastardas" onde a matemática convencional não funcionar.
VII. Justificar um raciocício furado com o argumento de que dá a resposta certa.
VIII. Escolher espertamente condições iniciais convenientes, usando princípio geral da trivialidade.
IX. Usar argumentos plausíveis no lugar de provas e, a partir daí, referir-se a esses argumentos como provas.
X. Considerar ato de fé qualquer princípio que pareça correto mas não possa ser provado.
Via (poder das loiras)
Teu nome tem sete letras
Quem tem seu amor distante, alegre não pode ser.
Ninguém sabe que eu escrevo somente para me esquecer
Morena eu deito na cama, sonhando eu vejo você,
quando acordo eu fico triste pensando em que hei de fazer,
na distância que separa de você, meu bem querer.
Teus olhos são verdes claros, ilumina o meu viver,
tem o brilho das estrelas na hora do escurecer,
morena cor de canela, é a razão do meu sofrer,
as ondas do teu cabelo com o vento pega a tremer,
como as ondas do oceano aonde eu queria morrer.
Morena teu lindo nome que eu não canso de escrever.
A sua linda cartinha eu leio e torna a reler.
Teu nome tem sete letras, cada letra teu dizer,
sete lágrimas que eu choro, sete dias a padecer,
é uma semana tão longa quando eu passo sem te ver!
Morena eu tenho esperança de um futuro a te dizer que ainda vou ser feliz, bem juntinho de você.
Numa casinha modesta por entre as flores fui ver,
os dias serão mais lindos e a vida tem mais prazer,
nossas almas sempre unidas até na hora de morrer.
Coppola se pronuncia sobre "os novos rumos da arte"
Nós precisamos ser espertos nesses assuntos. É preciso lembrar que há míseros cem anos, e olhe lá, os artistas trabalham com dinheiro. Artistas nunca tiveram dinheiro. Artistas tinham um patrono, seja ele o líder do estado ou o duque de algum lugar, ou a igreja, ou o papa. Ou eles tinham outro emprego. Eu tenho outro emprego. Eu faço filmes. Ninguém me diz o que eu tenho que fazer. Mas eu faço meu dinheiro na indústria do vinho. É ter um outro emprego e acordar às cinco da manhã para escrever seu roteiro.Essa ideia de que o Metallica ou qualquer outro cantor de rock tem de ser rico é algo que não necessariamente vai acontecer daqui para frente. Porque, como estamos entrando em uma nova era, talvez a arte seja gratuita. Talvez os estudantes estejam certos. Eles devem ter o direito de baixar músicas e filmes. Eu vou levar um tiro por dizer isso. Mas quem disse que a arte custa dinheiro? E, portanto, quem disse que os artistas têm que ganhar dinheiro?Nos velhos tempos, há 200 anos, se você fosse um compositor, o único jeito de ganhar dinheiro era viajando com a orquestra e sendo o condutor, para assim ser pago como um músico. Não havia registros. Não existiam royalties de registros. Então eu diria: “tente desconectar a ideia de cinema com a ideia de ganhar a vida e dinheiro”. Porque há soluções ao redor disso.
A Bíblia Sagrada; de Gutemberg ao Twitter
A origem do sobrenome

Até por volta do século XII, os europeus tinham o costume de dar apenas um nome para os seus descendentes. Nessa época, talvez pelo próprio isolamento da sociedade feudal, as pessoas não tinham a preocupação ou necessidade de cunharem outro nome ou sobrenome para distinguir um indivíduo dos demais. Contudo, na medida em que as sociedades cresciam, a possibilidade de conhecer pessoas com um mesmo nome poderia causar muita confusão.
Imaginem só! Como poderia repassar uma propriedade a um herdeiro sem que sua descendência fosse comprovada? Como enviar um recado ou mercadoria a alguém que tivessem duzentos outros xarás em sua vizinhança? Certamente, os sobrenomes vieram para resolver esses e outros problemas. Entretanto, não podemos achar que uma regra ou critério foi amplamente divulgado para que as pessoas adotassem os sobrenomes.
Em muitos casos, vemos que um sobrenome poderia ser originado através de questões de natureza geográfica. Nesse caso, o “João da Rocha” teve o seu nome criado pelo fato de morar em uma região cheia de pedregulhos ou morar próximo de um grande rochedo. Na medida em que o sujeito era chamado pelos outros dessa forma, o sobrenome acabava servindo para que seus herdeiros fossem distinguidos por meio dessa situação, naturalmente construída.
Outros estudiosos do assunto também acreditam que alguns sobrenomes apareceram por conta da fama de um único sujeito. Sobrenomes como “Severo”, “Franco” ou “Ligeiro” foram criados a partir da fama de alguém que fizesse jus à qualidade relacionada a esses adjetivos. De forma semelhante, outros sobrenomes foram cunhados por conta da profissão seguida por uma mesma família. “Bookman” (livreiro) e “Schumacher” (sapateiro) são sobrenomes que ilustram bem esse tipo de situação.
Quando você não tinha fama por algo ou não se distinguia por uma razão qualquer, o seu sobrenome poderia ser muito bem criado pelo simples fato de ser filho de alguém. Na Europa, esse costume se tornou bastante comum e pode ser visto alguns sobrenomes como MacAlister (“filho de Alister”), Johansson (“filho de Johan”) ou Petersen (“filho de Peter”). No caso do português, esse mesmo hábito pode ser detectado em sobrenomes como Rodrigues (“filho de Rodrigo”) ou Fernandes (“filho de Fernando”).
Hoje em dia, algumas pessoas têm o interesse de remontarem a sua arvore genealógica ou conhecer as origens da família que lhe deu sobrenome. Talvez, observando algumas características do próprio sobrenome, elas possam descobrir um pouco da história que se esconde por detrás do mesmo. Afinal de contas, o importante é saber que a ausência desses “auxiliares” nos tornaria mais um entre os demais.
Fonte: Brasil Escola
Setembro negro

Por Evandro Berserker
Cuirioso como sou, após ouvir sobre o setembro negro(grupo), resolvi pesquisar sobre tal expresão.
O mês de Setembro de 1970 é conhecido como Setembro Negro na história árabe e algumas vezes referenciado com uma "era de eventos lamentáveis".
Antes de começar temos que saber oque é a OLP, ai vai:
Organização para a Libertação da Palestina. Fundada durante um encontro de 422 figuras nacionais palestinas em Jerusalém, em maio de 1964, depois de uma decisão anterior da Liga Árabe, sua meta era a liberação da Palestina através da luta armada.
Pois bem, em 1970 o Rei Hussein, da Jordânia, viu que estava se formando um Estado Palestino dentro de seu país e o culpado era o comandante palestino Arafat, pois além dos refugiados das 3 guerras árabes-israelenses, agora moravam por ali os guerrilheiros da OLP.
A OLP explodia bombas em Israel e voltava para a Jordânia antes que os judeus soubessem o que estava acontecendo, seqüestravam aviões e pousavam em Amã, para posteriormente explodí-los com os reféns dentro. Isso não era bom para a Jordânia, que tinha suas fronteiras violadas pelo exército de Israel (por culpa da OLP).
O rei, em nome da soberania de seu país e também porque estava tentando ficar com a barra limpa em Washington, começou a expulsar os militantes da OLP de seu território.
Em setembro de 1970 o Exército Real Jordaniano (apoiado por Israel) declarou guerra aos guerrilheiros palestinos, resultando em um verdadeiro massacre de civis. O saldo desse enfrentamento foi de cerca de 10 mil mortos e a expulsão dos paramilitantes de solo jordaniano.
As nações árabes foram contra o episódio, que ficou conhecido como Setembro Negro. Principalmente a Síria, que com apoio soviético, chegou a posicionar seus tanques e atravessar a fronteira jordaniana para apoiar os palestinos.
A paz só foi restabelecida através de um acordo assinado no Cairo e Yasser Arafat e a OLP mudaram-se para o Líbano.
Via[Cancer de Jack]
Por causa do setembro de 1970, um grupo usou o nome de setembro negro, mas para entendermos devemos conecer a historia da olimpiadas da paz e do atentado as olimpiadas. Setembro Negro", que começou em 16 de setembro de 1970, quando o rei Hussein da Jordânia declarou uma ordem militar em resposta ao atentado fedayeen para tomar o seu reino, resultando em mortes ou expulsões da Jordânia de milhares de palestinos. O BSO começou como uma pequena célula dos homens de Fatah determinados a se vingar do rei Hussein e do exército jordaniano. Militantes da PFLP, como as-Sa'iqa, e outros grupos se juntaram ao movimento.

Munique, 1972
Era para ser apenas o local e a data da 20ª Olimpíada. Mas entrou para a história como um dos mais violentos atos de terrorismo. E também como pivô de uma revanche implacável
Texto Sérgio Gwercman
Em 1936, a Alemanha escreveu o capítulo mais vergonhoso da história das Olimpíadas ao transformar os Jogos de Berlim numa exibição pública de propaganda nazista – a ponto de as vitórias do velocista negro e americano Jesse Owens terem sido consideradas uma humilhação para o regime. As competições de 1940 e 1944 marcaram um novo vexame alemão. Programadas, respectivamente, para Londres e Helsinque, tiveram de ser canceladas por causa da guerra mundial iniciada pelos devaneios do führer.
Por isso tudo, quando foi escolhida como sede dos Jogos Olímpicos de 1972 a cidade de Munique, na Baviera (ironicamente o berço do nazismo alemão), o país inteiro viu a chance de limpar sua ficha. Organizadores logo batizaram o evento de "os Jogos da Paz" e a idéia era entrar novamente para a história. Dessa vez, como a mais alegre e fraternal de todas as Olimpíadas. Estava tudo preparado para ser uma grande festa. Só faltou combinar com o adversário.
O adversário, no caso, eram grupos terroristas palestinos. Pouco após 1967, quando Israel conquistara a Faixa de Gaza e a Cisjordânia na Guerra dos 6 Dias, a Organização para Libertação da Palestina (OLP) resolveu incorporar atentados terroristas mundo afora às suas estratégias de divulgação da causa. Em 1970, o alvo foi um avião belga. No mesmo ano, o seqüestro simultâneo de 5 aviões acabou com 3 deles explodidos na Jordânia, pouco após serem evacuados. Em 1971, reservatórios de petróleo em Hamburgo e Roterdã foram sabotados. As bombas, porém, não eram a única arma do ativismo palestino. No começo de 1972, a OLP enviou carta ao Comitê Olímpico Internacional (COI) solicitando a inclusão da Palestina nos Jogos. Os palestinos sequer receberam resposta, descaso que irritou em especial o Setembro Negro (o nome é referência ao massacre de palestinos por tropas jordanianas, em setembro de 1970), braço armado da Fatah, grupo político de Yasser Arafat. "Ficou claro que, para o COI, que se dizia apolítico, nós palestinos não merecíamos existir", afirmaria anos mais tarde o chefe do Setembro Negro, Abu Iyad. Com o provável conhecimento do próprio Arafat, o grupo decidiu que, se os palestinos não iriam participar, o melhor a fazer era melar os Jogos.
Ação
Cinco de setembro era o 12º dia de competição e o principal destaque do calendário era o jogo de vôlei entre a Alemanha e o poderoso Japão, que tinha 35 mil ingressos vendidos. Passava pouco das 4 horas da manhã quando 8 terroristas pularam uma cerca e caíram dentro da Vila Olímpica. Vestiam uniforme de treino e carregavam sacolas esportivas recheadas de granadas e rifles Kalashnikov. Foram auxiliados no salto por atletas da delegação americana, que voltavam para casa após o horário de fechamento do portão principal e pensavam ter encontrado outro grupo de boêmios. Seguranças que cuidavam da vila fizeram vista grossa. Como faziam, aliás, todas as noites – aquela era uma passagem manjada por atletas que retornavam bêbados da noite em Munique. Nem armados os guardas andavam – estamos nos Jogos da Paz, lembra-se?
O grupo se despediu com acenos e seguiu para um prédio de 24 apartamentos no número 31 da rua Connolly, hospedagem das delegações do Uruguai, de Hong Kong e de Israel. Em poucos minutos, estavam forçando a porta do apartamento 1, onde dormiam 7 israelenses.
"Chevre, tistatru!", gritou Yossef Gutfreund. O árbitro de luta livre acordara segundos antes com o barulho dos invasores e vira, por uma fresta que se abria na porta, um bando de mascarados. Pulou para tentar impedir a entrada enquanto gritava "pessoal, se proteja". Tuvia Sokolovsky, técnico de luta livre, conseguiu fugir pela janela. Os demais foram feitos reféns assim que Gutfreund perdeu a batalha contra os palestinos. O líder dos terroristas, Lutiff Afif, um filho de mãe judia e pai muçulmano nascido em Nazaré, começou então a se mover rumo aos outros quartos. Acabou surpreendido pelo ataque de Moshe Weinberg, técnico de luta, que tinha uma faca de cozinha nas mãos. Na confusão, um tiro foi disparado no rosto do israelense, que ainda levantou, quebrou a mandíbula de um terrorista com um soco e recebeu uma rajada no peito. Caiu morto. Os Jogos da Paz estavam oficialmente encerrados.
Inexplicavelmente, Afif pulou o apartamento 2, onde dormiam 5 israelenses. Seus homens foram direto ao apartamento 3, dormitório de 6 atletas que, quando abriram os olhos, já estavam diante dos rifles. Dominados, receberam ordem para se dirigir ao apartamento 1. No curto trajeto, o lutador Gad Tsabari percebeu a distração de um terrorista. Agarrou o cano do seu rifle e deslocou-o para a esquerda. Então virou o corpo para a direita e escapou por um lance de escada que levava ao estacionamento. Yossef Romano, de muletas por causa de uma contusão, se atracou com um terrorista tentando pegar seu rifle. Foi morto. Os palestinos agora tinham 9 reféns e 2 corpos. Para devolvê-los, exigiram a libertação de 234 prisioneiros detidos nas prisões israelenses e mais dois que estavam em cadeias da Alemanha. Se não fossem atendidos até as 9 horas, os reféns morreriam.
O governo israelense nem pensou antes de responder: não há conversa – a política de jamais negociar com terroristas dura até hoje. Mas ofereceu uma unidade de elite para o resgate, o que foi prontamente recusado pela Alemanha. Os organizadores da Olimpíada disseram ser capazes de resolver sozinhos o problema.
Negociações e ampliações do prazo de execução dos reféns se estenderam ao longo do dia. Enquanto isso, o mundo assistia ao vivo o drama de Munique. Foi a primeira vez que as pessoas viram o rosto do terrorismo moderno. Mais do que libertar seus compatriotas, os palestinos queriam publicidade. A idéia era usar um dos evento mais populares do mundo para divulgar a causa pela independência da Palestina. A partir de Munique, as ações terroristas se tornariam cada vez mais espetaculares – foi ali que se aprendeu a atrair a atenção da mídia. Foi também por causa da cobertura ao vivo que uma das estratégias da polícia foi por água abaixo. A invasão do prédio por um duto de ar-condicionado estava a ponto de ser detonada perante câmeras quando os terroristas resolveram avisar que eles também tinham televisão no quarto e estavam assistindo às imagens. E que qualquer invasão resultaria na execução dos reféns.
Sem solução para o impasse, os alemães planejaram uma arapuca. Ofereceram aos seqüestradores um avião que levaria terroristas e reféns para um país árabe. Na prática, o aeroporto serviria de cenário para a operação de resgate. Os palestinos aceitaram a idéia e caminhavam para a emboscada. Mas uma série de erros de planejamento da polícia alemã provocou a morte dos 9 israelenses.
Antes de o mundo saber o desfecho do caso, houve tempo para um detalhe mórbido: durante o tiroteio, um policial misterioso se dirigiu aos jornalistas do lado de fora do aeroporto e disse que todos os reféns haviam sido salvos. A notícia, sabe-se lá como e por que, foi confirmada oficialmente pelo governo alemão, divulgada ao vivo na televisão e estampada na manchete de jornais europeus e israelenses. Demorou 4 horas até que a polícia alemã corrigisse a informação. A rede americana ABC informou na televisão. "They’re all gone", disse o apresentador. Estavam todos mortos.
Reação
Oito terroristas participaram do atentado na Olimpíada. Cinco morreram no tiroteio do aeroporto. Os outros 3 foram presos. Mas não ficaram detidos na Alemanha por muito tempo. Em outubro de 1971, um avião da Lufthansa foi seqüestrado no Líbano. O preço do resgate era a liberdade dos envolvidos no atentado de Munique. O governo alemão concordou. E nem poderia ter feito diferente porque o seqüestro era parte de uma farsa montada por alemães e palestinos. Chantageado pelos árabes, que ameaçavam lançar uma onda de terror na Alemanha, o governo do chanceler Willy Brandt concordou com a troca: deu os criminosos, recebeu tranqüilidade. "Em casa, me informaram que um acordo pela nossa libertação havia sido feito com o governo alemão", afirma Jamal Al-Gashey, um dos terroristas soltos, no documentário One Day in September.
A libertação dos prisioneiros caiu como o combustível que faltava na bomba que estava sendo armada no gabinete de Golda Meir, primeira-ministra israelense. E fez vencer a ala que defendia uma retaliação enérgica. A ordem era aniquilar o Setembro Negro. "Não tínhamos outra saída que pudesse funcionar. Era moralmente aceitável? É uma questão a ser debatida. Era politicamente vital? Sim, era", disse o general Aharon Yariv, então assessor para questões terroristas, numa entrevista à rede BBC nos anos 90.
Essa resposta israelense ao atentado na Olimpíada é o centro do recém-lançado filme Munique, do diretor Steven Spielberg. Ao contrário do que se afirma freqüentemente, a retaliação israelense não teve como alvo os terroristas envolvidos diretamente no atentado olímpico, mas sim o Setembro Negro. Segundo informações do jornalista Aaron Klein, autor do livro Striking Back ("Contra-ataque", sem versão em português), nenhum dos 3 terroristas sobreviventes do episódio foi caçado pelo Mossad, o serviço secreto israelense. De acordo com Klein, um dos palestinos morreu de ataque cardíaco nos anos 70. Sobre o outro, Mohammed Safady, Klein foi informado estar "tão vivo quanto você". Jamal Al-Gashey, o terceiro, apareceu em One Day in September. "Revanche nunca foi o foco da ação israelense. Isso não seria profissional. Havia um objetivo claro, que era deter o inimigo. Mostrar que a justiça tem um longo braço. Que, se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come", diz Victor Ostrovsky, ex-agente do Mossad e autor do livro As Marcas da Decepção, em que conta segredos do serviço secreto israelense.
Unidades do Mossad foram formadas em busca das melhores oportunidades de assassinato. A primeira grande ação foi em Roma, onde Wael Zwaiter mantinha, segundo o pesquisador israelense Michael Bar-Zohar, a principal base operacional do Setembro Negro na Europa. Zwaiter foi morto com disparos de uma Beretta .22, arma favorita dos agentes secretos israelenses. A seguir veio Mahmoud Hamshari, representante da OLP em Paris, assassinado por controle remoto: fingindo ser jornalistas, israelenses se infiltraram na casa de Hamshari, instalaram uma bomba sob a mesa do telefone e depois ligaram para a vítima. Assim que confirmaram se tratar do alvo, enviaram um sinal detonador pela linha telefônica.
Também a distância, o Mossad explodiu a cama de um hotel em Nicósia, Chipre, onde dormia Al Chir. Ele era responsável pelos contatos do Setembro Negro com a KGB. Numa rua de Paris, disparos de Beretta mataram Basil Al-Kubaissi. Os palestinos responderam com mais atentados. E os israelenses concluíram que não estavam caçando as pessoas certas, as que tinham poder de decisão e ataque.
Abu Yussef, número 3 da Fatah, Kamel Adwan, chefe de operações da OLP, e Kamal Nasser, porta-voz da OLP, eram considerados inatingíveis. Para matá-los, foi montada uma operação cinematográfica envolvendo os melhores soldados do país. Entre eles, Ehud Barak, que seria eleito primeiro-ministro israelense nos anos 90. A ação foi rápida. Na madrugada de 10 de abril de 1973, 16 homens desembarcaram numa praia libanesa. Foram recebidos por motoristas israelenses, previamente infiltrados no país, que os levaram até onde moravam os 3 palestinos. Barak e outro oficial estavam disfarçados de mulher. O grupo se dividiu em 3 unidades – uma para cada alvo. As casas foram invadidas quase que ao mesmo tempo e os palestinos, mortos. Os soldados voltaram para a praia. No total, os israelenses ficaram 30 minutos em solo libanês.
Faltava mais um na lista israelense: Ali Hassan Salameh, organizador do atentado de Munique e chefe operacional do Setembro Negro. O Mossad o localizou em julho de 1973 em Lillehammer, interior da Noruega. Uma equipe de agentes israelenses, que incluía um imigrante brasileiro, foi enviada à cidade. Localizou Salameh numa piscina pública, ficou em seu encalço e disparou os tiros fatais quando ele voltava para casa após uma ida com a mulher ao cinema. Só houve um problema: naquele momento, o verdadeiro Salameh estava escondido, provavelmente no Líbano. O Salameh morto se chamava, na verdade, Ahmed Bouchiki. Era um garçom marroquino, casado com uma norueguesa que estava grávida de 7 meses. Para piorar, a operação de fuga foi mal planejada e 6 agentes acabaram presos – incluindo o brasileiro. O fiasco abalou a credibilidade do governo israelense e praticamente acabou com a carreira do chefe do Mossad. Acabou também com a operação de caça e revanche ao grupo que fez sangrar os Jogos da Paz.
VIA[Superinteressante]

Oque Aconteceu Depois ?
Até ser estabelecida a verdade, ou parte dela, Munique atravessou seu dia mais longo e confuso, marcado de violência, hesitações e mentiras. Quando o drama se encerrou com a morte dos atletas israelenses, a cidade de Munique pareceu acordar novamente. Desta vez, de verdade: o sonho olímpico estava terminado. Mais ainda: a guerra no Oriente Médio, circunscrita nos últimos tempos a pálidas negociações de paz, parecia mais uma vez iminente, com os clamores de vingança vindos de Israel. "Combateremos até os limites de nossa capacidade e força", anunciava o chanceler Abba Eban, um dos membros mais moderados do Gabinete. Também para os cerca de cem militantes da organização Setembro Negro o episódio não estava encerrado. "Prometemos duros golpes contra a Alemanha caso os três prisioneiros não sejam libertados logo", anunciava um comunicado distribuído no Cairo. Enquanto em toda a Europa, em Israel e nos países árabes sucediam-se manifestações e atos de violência, em Munique os Jogos Olímpicos teimosamente chegavam ao final.
O que aconteceu depois
Depois do atentado de Munique, o governo de Israel formou uma comissão especial, batizada de "Comitê X", para investigar o caso. Descobriu-se, por exemplo, que três pessoas foram mortas por engano pelos próprios alemães; que os palestinos torturaram os israelenses de forma bárbara, no alojamento e no helicóptero em que morreram; que o apartamento dos israelenses na vila olímpica não recebeu a escolta especial pedida pelo país, enquanto a delegação da Nigéria, no andar inferior, era protegida por um pelotão inteiro. A primeira-ministra israelense, Golda Meir, pediu ao "Comitê X" um plano para responder ao massacre. A recomendação foi clara: a execução de todos os membros do Setembro Negro que participaram do atentado de forma ativa ou mesmo indireta. Cumprindo sua promessa de vingança, Israel saiu à caça dos terroristas, implementando vários times de assassinos profissionais através do Mossad, o serviço de inteligência do país. O grupo de vingadores foi batizado de Mitsvakh Elokhim, ou Fúria de Deus.
A lista de alvos tinha doze ou treze nomes. No decorrer de sete anos e cinco meses, os agentes israelenses mataram terroristas palestinos em países como Itália, França, Chipre, Grécia, Líbano e Noruega. No último deles, houve uma grave falha: os agentes israelenses mataram por engano Ahmed Bouchiki, um garçom marroquino, identificado erroneamente como líder terrorista. O assassinato ocorreu diante da mulher de Bouchiki, que estava grávida. Seis agentes do Mossad foram presos enquanto tentavam fugir do país. Seis anos depois, porém, o alvo certo foi atingido. Em 22 de janeiro de 1981, o escritório do primeiro-ministro de Israel recebeu o seguinte telegrama do chefe do Mossad: "Nos vingamos por Munique". A mensagem significava que o mais cruel dirigente do Setembro Negro, Ali Hasan Salameh, estava morto, o que encerrava a operação. O grupo terrorista já estava inativo havia anos, mas mesmo assim seus integrantes foram caçados. Em nenhum momento o governo admitiu ter lançado a operação.
Uma década depois do fim da caçada, um ex-agente do Mossad admitiu publicamente que o serviço secreto de Israel matou os líderes do Setembro Negro, confirmando o que especialistas em terrorismo já diziam havia anos. Apesar de considerar o atentado vingado, Israel fracassou em eliminar o mentor do ataque, Abu Daoud. Em 1999, ele lançou uma autobiografia e reconheceu ter participado da ação. Ele afirma que seus subordinados não queriam matar os atletas, e culpa a polícia alemã e a teimosia do governo israelense pela tragédia. Mais: Daoud confirmou que os palestinos Yasser Arafat e Mahmud Abbas, que seriam reconhecidos pelo mundo como líderes legítimos décadas depois, sabiam da operação em Munique e apoiaram o atentado - algo que a Fatah, organização de Arafat e Abbas, sempre negou. Em 2000, a tragédia de Munique foi o tema do documentário Um Dia em Setembro, que ganhou o Oscar e revelou ao mundo que havia um sobrevivente entre os treze palestinos jurados de morte em Israel. Jamal Al Gashey, um dos três terroristas que participaram diretamente da ação e sobreviveram, estava escondido na África. Apesar de Israel ter revogado a ordem de assassinato, Gashey ainda temia ser morto pelo Mossad. Em 2005, a história foi levada ao cinema por Steven Spielberg, que se inspirou na série de eventos ligados ao atentado para rodar Munique.
Apenas oito semanas depois da tragédia de Munique, dois palestinos seqüestraram um avião da empresa alemã Lufthansa em Beirute e exigiram a libertação dos três integrantes do Setembro Negro presos no atentado à Olimpíada. O governo alemão permitiu que eles fossem levados à Líbia, onde foram recebidos como heróis. Muitos suspeitaram da participação da própria Alemanha no seqüestro: o avião da Lufthansa estava quase vazio, e o governo concordou imediatamente com a exigência dos terroristas. Sua libertação seria uma forma de evitar novos atentados no país, que estava traumatizado em função do massacre olímpico e das críticas do resto do planeta sobre o fracasso na segurança do evento e no resgate dos atletas. O Setembro Negro voltou a agir em janeiro de 1973, ocupando a embaixada de Israel na Tailândia em pleno dia da posse do príncipe local. Em março do mesmo ano, invadiu a embaixada da Arábia Saudita no Sudão. Dois diplomatas americanos e um belga foram executados. O grupo, contudo, estava com os dias contados.
VIA[Veja]
Com Os textos acima temos um pouco de ideia do significado do setembro negro.
Liberdade: como usar esse direito?

“A livre expressão é o que constrói a nação, independentemente da moeda ou sua cotação. Liberdade de expressão!”, Letra:Alexandre Carlo, Rodolfo Abrantes, Black Allien.
Dizer, fazer o que pensa, na hora, no local e do jeito que se quer, não é tão simples assim. Liberdade de expressão. A própria expressão citada nos revela um poder que muitos acreditam ter ou sonham demonstrá-lo. Quem realmente tem esse privilégio?
Outro dia recebi um e-mail que, entre outras coisas, dizia “a liberdade de expressão se conquista”.Conversei com meu amigo Bruno Soares sobre o mesmo tema. Foi a partir desse momento que me questionei sobre o assunto, e descobri o quão complexa é a questão.
Liberdade de expressão “é toda liberdade de opinar e expor idéias, sobre qualquer assunto e principalmente sobre o governo. É o indivíduo poder se expressar artisticamente sem medo da repressão e censura”, diz o meu amigo Bruno Soares.
Parece-me que tudo esteja ligado à política. Ir de encontro aos interesses alheios pode causar a privação dos direitos citados acima de maneira violenta, como é o caso da censura. O Brasil na época da ditadura militar sofreu o ápice da censura. Pessoas foram exiladas, torturadas e mortas por buscarem expor suas idéias a favor de novas directrizes governamentais. As coisas mudaram de lá para cá. Hoje o país adota a democracia como forma de governo, mas a censura não acabou, na verdade encontra-se camuflada.
Um outro fator que me intriga, por exemplo, é a ambiguidade existente na livre possibilidade de se expressar. A liberdade de expressão diz respeito apenas ao que seja politicamente correto? Por exemplo, o que dizer daqueles que se assumem contrários ao homossexualismo, a outras etnias, a religiões diferentes da sua? Eles têm ou não o direito à expressão?
Neste caso, quando escrevo todas essas coisas, será que tenho o direito de evidenciar situações que envolvem outras pessoas? Será que elas se ofenderão? Devo me preocupar com isso, já que o que importa é o meu direito de expressão livre? Bom, diz o ditado que “quem fala o que quer ouve o que não quer”. Mas, de que vale se expressar com sinceridade se isso pode causar descontentamento e confusão? Será que ficar calado não seria uma forma de se expressar? Afinal, acredito que tudo depende das escolhas que fazemos, temos a opção de fazer ou não fazer, de falar ou não falar, de ler ou não ler, de ir ou de ficar, mesmo que muitos considerem as opções limitadas (mas isso é tema para uma outra discussão).
Como poderia conquistar tal liberdade, se é que podemos dizer que ela se conquista? Bom, já falei o que queria agora é a sua vez.
Zona da Alienação

Carina Yumi Takahashi
Na madrugada do dia 25 de Abril de 1986, 176 funcionários realizavam testes no bloco 4 da Usina Nuclear Vladimir Ilych Lenin. Quando iniciados, ocorreu uma série de explosões que fez a tampa de cimento sobre o reator levantar 14 metros (o peso da tampa era de aproximadamente 1200 toneladas). Seus destroços se espalharam por 2 km.
A explosão permitiu a entrada do ar. O ar reagiu com o bloco do moderador que é feito de grafite formando monóxido de carbono, um gás inflamável e que provocou o incendiamento do reator. Ao redor da usina surgiu então uma corrente de vapor radioativo que liberava urânio e grafite. Do buraco milhões de partículas de fogo sobem a mil metros pelo céu.
Os primeiros bombeiros combateram o fogo sem equipamento adequado e foram todos expostos a doses fatais de radiação. Dois morreram naquela mesma noite. As informações passadas sobre o acidente falavam em um acidente com fogo, assim a população sequer foi avisada. No dia seguinte os habitantes de Pripyat, a 3km da usina, viveram seu dia normalmente,apesar da chegada de soldados na cidade. Os soldados foram enviados para medir a radiação. No começo da tarde a leitura era de 200 mil milionésimos de Roentgen (15 mil vezes acima do normal), à noite o nivel subiu para 600 mil vezes acima do normal. Isso ocorreu porque o reator ainda estava queimando e espalhando mais radiação. Em teoria, um ser humano pode absorver até 2 Roentgen por ano sem ser afetado, porém com mais de 400 Roentgen o corpo está letalmente contaminado. No primeiro dia após o acidente os habitantes absorveram 50 vezes a dose inofensiva. Já na base da usina os níveis de radiação eram muito maiores, chegavam a 2080 roentgens.
No dia 27 a população ainda não havia sido alertada da situação, somente às 14 hrs desse dia o exército informou que Pripyat deveria ser completamente evacuada. Nesse tempo uma nuvem de radiação se espalhou por mais de 1000 km sobre a Rússia. A Suécia detectou níveis elevados de iodo e cobalto embora não houvesse vazamento ou problema algum na central. Através da embaixada de Moscou a Suíça avisou então organizações relacionadas a energia atômica que suspeitava de ventos trazendo radioatividade da URSS. Só no dia 28 foi assumido o acidente nuclear na República da Ucrânia.
Enquanto a notícia era encoberta pelas diplomacia, soldados eram enviados para a usina na batalha de Chernobyl. Para combater o fogo eram jogados sacos de areia e ácido bórico pesando 80 kgs,o objetivo era controlar o fogo e neutralizar a radiação. Os sacos eram jogados de helicópteros por homens desprotegidos. Alguns passavam mal em seguida e chegavam ao hospital durante o período de latência,depois apareciam os sintomas fatais: deterioração da medula óssea, queimaduras que iam da pele aos ossos.
Uma semana depois do acidente, a cidade de Chernobyl a 7 km é evacuada,assim como as vilas em um raio de 30km ao redor da usina, 130 mil pessoas removidas de suas casas. Na usina, 6 mil toneladas de areia e ácido bórico preenchem o buraco e surgem rumores de que pode haver uma segunda explosão maior ainda. O fato de terem jogado tanta areia fez a temperatura aumentar possibilitando a segunda explosão. O cimento abaixo do reator estava esquentando cada vez mais e poderia rachar, deixando escorrer magma por ele. A água que os bombeiros jogaram nas primeiras horas do desastre ficou empoçada sob o bloco, se o magma entrasse em contato com ela haveria uma explosão que seria de 3 a 5 megatons,segundo especialistas.
Para abaixar a temperatura foram jogados 2400 toneladas de chumbo no reator, o calor foi bem absorvido e o chumbo lacrou o buraco enquanto derretia. O problema é que parte do chumbo ao derreter evapora para a atmosfera – seus traços encontram-se até hoje nas crianças de Chernobyl.
Novamente, helicópteros eram utilizados para arremessar o chumbo, porém isso não era suficiente. Era preciso chegar mais perto e avaliar os danos e a radiação. Conseguiram chegar perto suficiente para enviar câmeras e confirmar que o magma havia passado pelo cimento, após drenarem a água que se encontrava abaixo desse compartimento viram que era necessário impedir que o magma afundasse mais. Logo abaixo do solo arenoso encontra-se um lençol freático que fornece água para todo o país.
No dia 12 de Maio, mineiros de Toula (1000 km de Chernobyl) foram chamados, e no dia seguinte já estavam trabalhando na usina. Sua missão era aproximar-se do reator através de um caminhos subterrâneo. Teriam que cavar um túnel de150 metros de comprimento e depois um compartimento de 30 m de largura e comprimento para um equipamento refrigerador. Em um mês, 10 mil mineiros da Rússia e áreas mineradoras da Ucrânia trabalharam no túnel sem ventilação, a 50 graus de temperatura e meio a uma radiação de 1 Roentgen/hora. Grupos de 30mineiros se revezavam a cada 3 horas,e nem eles foram avisados do real perigo que enfrentavam. Após terminado o túnel, não foi colocado nenhum equipamento de refrigeração, mas sim preenchido com cimento para solidificar a estrutura. Nenhum dos mineiros que morreram aparecem nas estatísticas oficiais.
Apenas 18 dias depois da explosão, Gorbachev se dirige ao povo sobre o acidente. Em 1 ano,100 mil soldados e oficiais passaram por Chernobyl. Eram os “Liquidators” termo inventado para aqueles que combatiam, liquidavam a radiação. 400 mil civis : médicos,engenheiros, enfermeiras, também estiveram no combate.
Ao redor da usina 300 mil m³ de terra contaminada são jogados em valas e cobertos com cimento. Para cobrir completamente o reator 4 foi construída uma cobertura de 170x66m, onde cada homem podia trabalhar durante apenas alguns minutos. Durante esse processo,descobriram no teto do terceiro bloco, muito fragmentos radioativos que precisavam ser removidos. No início eram utilizados robôs para empurrar os pedaços abaixo. Porém logo eles foram sendo afetados pela radiação e não funcionavam mais. Assim, eram necessários mais homens, que se denominaram bio-robôs para limpar o teto, onde a radiação era de 7000 Roentgen/hora. Foram gastos 18 bilhões de Rublos com o acidente e todos envolvidos ainda sofrem com a radiação.
Números de Chernobyl
25/04/1986 – Data do acidente
146 – Funcionários trabalhando no bloco 4 na hora da explosão
3 km – Distância da Usina até Pripyat
1200 toneladas – Peso da cobertura que explodiu sobre o reator.
43 mil – Habitantes de Pripyat que não foram informados do grande perigo
12 milionésimos – Valor normal de Roentgens na atmosfera
2080 – Roentgens medidos na base da usina
2 mil – Ônibus usados para evacuar a cidade
1000 km – Distância aproximada que a nuvem radioativa avançou
3 mil – Graus era a temperatura no fundo do reator que ainda queimava
80 kgs – Peso dos sacos de areia e ácido bórico jogados no fogo.
130 mil – Pessoas retiradas de suas casas em um raio de 30 km de chernobyl
6 mil toneladas – Areia e ácido bórico que preencheram o buraco
3 a 5 megatons – Seria a potência de uma segunda explosão na usina
2400 toneladas – Chumbo jogado no reator
600 – Pilotos contaminados fatalmente na operação de jogar chumbo
12/05/1986 – Mineiros são chamados para uma missão
150 metros – Tamanho do túnel que os mineiros cavariam até o bloco 4
10 mil – Mineiros trabalharam no túnel
2500 – Mineiros que morreram antes dos 40 anos
26 a 30 kgs – Peso do uniforme pra quem trabalhava no teto da usina
7000 – Roentgen/Hora no teto da usina
18 bilhões – Rublos gastos por causa do acidente
500 mil – Pessoas envolvidas na batalha de Chernobyl
20 mil – Já morreram
200 mil – São deficientes
59 – Número de mortes oficialmente atribuídas ao desastre
8 milhões – Pessoas que vivem hoje em áreas contaminadas
1152 – Crianças em Minsk que desenvolveram câncer de tireóide (1986-2002)
300 mil - Crianças que ainda sofrem as consequências do acidente

Prypiat é uma cidade abandonada na zona de alienação no nordeste da Ucrânia, Kiev Oblast, próximo à fronteira com Belarus. Foi o lar dos trabalhadores da Usina Nuclear de Chernobyl. A cidade foi abandonada em 1986 após o desastre de Chernobyl. Sua população era de cerca de 50.000 habitantes quando do acidente.
Diferente de outras cidades de importância militar, o acesso à Prypiat não restringida pelo disastre. Antes do acidente de Chernobyl, usinas nucleares eram vistos pela União Soviética como algo tão seguro quanto outras formas de gerar energia. Estações nucleares representavam um marco da engenharia soviética, onde a energia atômica era mais inofensiva que outros projetos. O slogan "átomo pacífico" durou algum tempo naquela época. Inicialmente era pra ser construído somente a 25km de Kiev, mas a Academia de Ciências Ucraniana, junto com outras organizações, expressaram preocupação da estação de energia estar muito perto da cidade, então ela junto com Prypiat, foi construída no local atual, cerca de 100km de Kiev. Após o desastre, a cidade de Prypiat foi evacuada em dois dias.













"Cálice", diante da opressão
Por Caio Rodrigues Sukinha
Algumas coisas ainda não saíram das memórias de muitos brasileiros. Mas como haveria de sair, quem por acaso viveu na ditadura poderia esquecer das opressões? Ou até mesmo tentar ignorar as lembranças da mente? Nós somos seres humanos, e como tais, somos frágeis , sensíveis........enfim, somos humanos acima de tudo, e justamente a falta de humanidade que a ditadura trouxe consigo foi terrível até para as mais preparadas das cabeças.
Este é um vídeo de Chico Buarque, uma música de arrepiar que transfere realmente para a nossa atmosfera (para quem não viveu na época da ditadura) , o quão sofrido foi aquele tempo.
Mas também é um vídeo de amor a pátria e denuncia.
Ouçam.
Agora, para mostrar que em qualquer sistema de governo que seja, tem um outro vídeo dessa mesma música, como vocês puderam observar- se ainda não viram o vídeo acima, peço que vejam antes desse- esta música é uma denuncia social, e como tal , enfraquecia a imagem da ditadura, por isso eles foram proibidos de cantar a música.
Como eles não podiam cantar a música, eles simplesmente cantarolaram.
Magnífico. O poder da música. Mas A MÚSICA só tem poder de transformação desde que seja embasada na sociedade e no cotidiano, e não nessas musiquinhas mesquinhas que temos hoje em dia , de pura alienação e divertimento.
Coisas de mulheres, não de homens

Por Caio Rodrigues Sukinha
Eu gosto de fazer ao fim do dia uma auto avaliação das coisas que eu fiz , e percebi uma coisa com a minha introspecção ontem.
Sabe? Quando eu preciso de algo de 1º necessidade é fácil de achar, as coisas que nós homens precisamos, existem, no máximo duas ou três marcas boas, uma para brancos outro para morenos e outro para negros, aí basta você ( se auto declara de alguma cor, como se fosse no Enem) escolher o produto de sua preferência.
Mas as mulheres já complica nessa hora, à começar pelas categorias: brancas, morenas palmito, morenas diamante branco, morenas verdadeiras, morenas chocolate, mulatas, mulatas róseas brancas, negras e suas derivações...
Pois bem, ontem a tarde eu saí em uma missão quase impossível , praticamente impossível, eu deveria comprar o meu desodorante e o mais difícil "um negócio de depilação" para a mulher, bem, palavras que eu não esqueço, " Eu quero dessa marca, você consegue trazer para mim dessa marca? Nem b, nem c, eu quero essa marca, tudo bem? Não é tão difícil assim, né?"
Cara , além de ter sido humilhado ate o pó, e tachado de iNdiota, eu tive que obedecer, aí lá vai a minha queridíssima pessoa comprar esse produto.
Chego em uma loja, e a primeira coisa que eu vejo é o meu desodorante para peles macias e para a cor moreno-bombom( que se encaixa na categoria:Negros), então , eu perguntei a uma vendedora da loja, que diga-se de passagem muito bem emperiquitada "Vocês vendem este produto( ela me deu uma embalagem do produto para garantir que eu não fizesse nenhum tipo de tapadisse)?" Então a resposta, "só serve este produto senhor, porque no momento estamos em falta no estoque, mas temos outras 36 marcas muito boas, gostaria de ver?"
O primeiro pensamento, "Me dá qualquer um , tudo no final, é para tirar mesmo o coro", mas logo em seguida vinha em minha mente, as palavras que eu não esqueço " Eu quero dessa marca, você consegue trazer para mim dessa marca? Nem b, nem c, eu quero essa marca, tudo bem? Não é tão difícil assim, né?"
Na tentativa de cumprir essa missão eu fui em 5 lojas , e todas a mesma resposta, "só serve este produto senhor, porque no momento estamos em falta no estoque, mas temos outras 36 marcas muito boas, gostaria de ver?"
Até que por fim, eu achei o "maldito " produto. Fiquei muito feliz , é claro, consegui achar o ditocujo.
Cheguei em casa mais feliz por ter comprado além do desodorante(Axe), um barbeador(mach 3 turbo, \o/) e o "negócio" de depilar.
Mas neste momento de vanglória pelos meus atos, eu ouço ao fundo, aquela voz que de aguda começa a se tornar mais grave, sinto uma respiração se aproximando e quando me viro, vejo a mulher bufando em cima de mim, e com um olhar de "cigana oblíqua" (brincadeira, era só um olhar do tipo" eu vou te matar"), então daqueles lindos lábios róseos , saem outras palavras que eu não esqueci até começar o jogo da 19:30, " Você é burro?" Por um momento, eu meio que dei uma dubitada, mas prontamente eu respondi "Acho que Não", ela retrucou "Eu acho que S.I.M, porque eu disse que queria de 50 folhas e você me trouxe de 25 folhas". Claro, eu fiquei vuando quando ela disse aquilo, e até agora não pousei, mas eu fingi que a culpa foi minha, e no final deu tudo certo, pena que confirmei a opinião dela "iNdiota".
Mas eu passei no vestibular, ela não. Adorooooooo.
HISTÓRIA DAS FACAS

Prof. Fernando Quaresma
Postado por Evandro
Os mais antigos utensílios feitos pelo homem foram encontrados, em 1902, pelo pesquisador Richard Leaky em Koobi Fora, no Quênia (África). Estes instrumentos datavam de cerca de 3 milhões de anos atrás.
Antes de aprender a minerar e fundir metais, o homem utilizava materiais encontrados na natureza: a pederneira (pedra de isqueiro) e a obsidiana (pedra vulcânica) foram os primeiros materiais utilizados para a confecção de instrumentos de corte. Por volta de 6500 a.C., a habilidade de extrair metais como cobre, chumbo e ouro possibilitaram trabalhos a frio, cujo resultado foram facas mais afiadas e duráveis para a caça.
Ligas - Depois, vieram as ligas de metal: os metais, até então puros, foram combinados com outros metais e minerais com propriedades específicas. No sudoeste da Ásia (3500 a.C), cobre e estanho foram combinados – surgiu o bronze, uma liga mais durável e resistente e que quase 2 séculos depois difundiu-se pela Europa.
O ferro fundido foi o primeiro passo para o surgimento do aço (2000 a.C), um material, entretanto, de difícil e perigosa fabricação. Criaram-se, então, novas combinações: ferro e carbono formaram o aço carbono (1000 a.C no Oriente Médio). Mas só depois de 700 a.C os utensílios de aço tornaram-se populares na Europa, na Ásia e no norte da África. A maioria deles eram fabricados em pequenas forjarias, criadas para produzir armas de guerra.
Facas, só para nobres - Na verdade, o desenho e a fabricação de facas similares às que conhecemos hoje desenvolveram-se paralelamente à cutelaria para uso de mesa. No começo (por volta do século 16), só nobres possuíam facas, colheres e garfos, que logo se tornaram parte da cultura européia. O grande desafio era criar metais duráveis, flexíveis e possíveis de afiar. Com o controle da quantidade de carbono adicionado ao ferro (fim do século 19) foi possível a produção em larga escala de aço carbono de boa qualidade, e as facas viraram artigo comum.
Aço carbono - os utensílios feitos com este material precisam ser afiados constantemente e, mesmo que o sejam com facilidade, requerem cuidados especiais na limpeza e secagem. Facas oxidam, corroem e mancham facilmente quando entram em contato com água e alimentos ácidos.
Aço inoxidável - Uma grande descoberta aconteceu em 1912. Ao adicionar cromo ao aço carbono, a ação corrosiva era inibida. Este metal - o aço inoxidável - passou a ser o material do momento. Atualmente, a maioria das facas são feitas de aço inoxidável. De afiação mais difícil, ele é totalmente à prova de ferrugem. Em 1920, o inox de alto carbono tornou-se o metal preferido, e ainda é o eleito na confecção da maioria das facas dos chefs de cozinha. As facas feitas com ele são forjadas geralmente em peça única e são fáceis de afiar, mas exigem cuidado na secagem e no armazenamento.
Facas de cerâmica: descoberta recente, pesando metade das facas convencionais, as facas de cerâmica conservam o fio por no mínimo 10 vezes mais que as facas tradicionais e não oxidam ou transferem gosto metálico para os alimentos. Foram projetadas para complementar e não substituir as outras facas. A faca de aço continua ideal para trabalhos pesados como desossar, cortar alimentos congelados, fatiar queijos e tirar lascas de alimentos. Parte inferior do formulário
Faca e suas partes
Espinhaço ou espinha - parte superior da lâmina
Fio ou gume – parte inferior, a borda cortante
Ponta ou ponteira - o extremo da lâmina, oposto ao cabo.
Apoio - o extremo próximo ao cabo, que pode ou não existir. Alguns preferem faca sem apoio e argumentam que é mais fácil de afiar. Outros não abrem mão dele, cuja função é proteger quem manipula a faca.
Gavião - situado entre a lâmina e o cabo. É um elemento de reforço e ligação entre as 2 partes citadas.
Cabo ou empunhadura - Feito de vários materiais (madeira, madeira e resina, vinil, ABS, poliacetal etc.). Alguns possuem rebites, que devem estar totalmente embutidos para que não sejam percebidos ao empunhar a faca.
Ao escolher uma faca, é muito importante observar se você se sente confortável ao manuseá-la. Hoje, existem muitos fabricantes e uma variedade de empunhaduras para seu conforto.Parte superior do formulário
Arca sem Noé brasileira
Por Caio Sukinha Rodrigues
Um dia, o Senhor chamou Noé que morava no Brasil e ordenou-lhe:
Os maus serão destruídos, mas quero salvar os justos e um casal de cada espécie animal. Vai e constrói uma arca de madeira. No tempo certo, os trovões deram o aviso e os relâmpagos cruzaram o céu.
Noé chorava, ajoelhado no quintal de sua casa, quando ouviu a voz do Senhor soar furiosa, entre as nuvens:
- Onde está a arca, Noé?
- Perdoe-me, Senhor – suplicou o homem -. Fiz o que pude, mas encontrei dificuldades imensas: Primeiro tentei obter uma licença da Prefeitura, mas para isto, além das altas taxas para obter o alvará, me pediram ainda uma contribuição para a campanha para eleição do prefeito. Precisando de dinheiro, fui aos bancos e não consegui empréstimo, mesmo aceitando aquelas taxas de juros … O Corpo de Bombeiros exigiu um sistema de prevenção de incêndio, mas consegui contornar, subornando um funcionário. Começaram então os problemas com o IBAMA e a
FEPAM para a extração da madeira. Eu disse que eram ordens SUAS, mas eles só queriam saber se eu tinha um “Projeto de Reflorestamento ” e um tal de “Plano de Manejo “. Neste meio tempo descobriram também uns casais de animais guardados em meu quintal… Além da pesada multa, falaram em “Prisão Inafiançável “e eu acabei tendo que matar o fiscal, porque, para este crime, a lei é mais branda. Quando resolvi começar a obra, na raça, apareceu o CREA e me multou porque eu não tinha um Engenheiro Naval responsável pela construção.
Depois apareceu o Sindicato exigindo que eu contratasse seus marceneiros com garantia de emprego por um ano. Veio em seguida a Receita Federal, falando em ” sinais exteriores de riqueza ” e também me multou. Finalmente, quando a Secretaria Municipal do Meio Ambiente pediu o ” Relatório de Impacto Ambiental ” sobre a zona a ser inundada, mostrei o mapa do Brasil. Aí, quiseram me internar num Hospital Psiquiátrico! Sorte que o INSS estava em greve…
Praça Tiananmen
Os protestos ocorreram entre 15 de abril a 4 de junho de 1989. No dia 4 de julho cerca de 100 mil estudantes e trabalhadores caminhavam pacificamente quando tanques invadiram a praça, atropelaram os manifestantes e atiraram em tudo o que se movia, promovendo um verdadeiro banho de sangue. Até hoje, não se sabe o número exato de mortos, calculado entre 2 e 5 mil pessoas. Também estudantes que tentaram ajudar os feridos foram mortos.
Na noite de 4 para 5 de junho, então, os tanques e caminhões com soldados portando metralhadores avançaram sem piedade sobre os milhares de estudantes. A temida guerra civil como consequência do massacre acabou não acontecendo. O movimento pela democracia foi sufocado em sangue e a imprensa subjugada ao controle estatal, a voz do povo era ali então enterrada sobre uma cova rasa e sem epitáfio.
No dia 4 ocorreu a cena mais conhecida dos eventos: foi tirada a fotografia vencedora do World Press Photo de 1989, na qual é mostrada Chen Yat-Sen (1931-1998), um professor de Literatura parado no meio de uma avenida detendo a fileira de tanques que circulava por ela, em frente à porta da Cidade Proibida, até ser puxado o professor impediu que os tanques avançassem entrando em sua frente, em uma das cenas mais espantosas ele deita em frente ao tanque e o soldado tenta contornar, Chen levanta-se e novamente entra em frente ao tanque. Ainda, sua foto, estampou manchetes mundo afora e ganhou o Prêmio Pulitzer em 1990, esta foto mostrou a um bilhão de chineses que ainda havia esperança.
Imagens:









links:
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,567775,00.html
http://www.mondopost.com.br/2009/06/05/protesto-na-praca-da-paz-celestial-20-anos-depois-galeria-de-imagens/
http://cafehistoria.ning.com/video/protesto-na-praca-da-paz
http://pt.wikipedia.org/wiki/Praça_da_Paz_Celestial
http://pt.wikipedia.org/wiki/Protesto_na_Praça_da_Paz_Celestial_em_1989
25 de janeiro

Um golpe militar em Uganda, liderado pelo comandante das Forças Armadas, Idi Amim, depôs o presidente Milton Obote, depois de 12 horas de luta na capital Kampala e em outros pontos do território nacional. O presidente Obote governava o país desde a sua independência, em 1962.
Batalhões de infantaria e carros blindados entraram de madrugada em Kampala, bombardeando a porta principal do aeroporto internacional de Entebbe. O Parlamento e o palácio Presidencial foram cercados em meio a intenso tiroteio entre rebeldes e forças governamentais, que causou dezenas de mortos e feridos. O presidente Obote, que se encontrava em Cingapura, seguiu para Nairobi, capital do Quênia, onde os membros de seu governo pediram que ficasse até que a situação melhorasse.
Idi Amim, em mensagem veiculada na rádio do país, anunciou que o novo Governo seria formado por membros do exército e da polícia, cujo chefe, E. W. Oryema, foi o principal colaborador nas operações que levaram ao golpe. “Nossa ação foi realizada pelo interesse do povo”, declarou. E acrescentou: “Obote e as pessoas de sua tribo tentaram apoderar-se de todos os postos-chaves do país e dividir o Exército para enfraquecê-lo, dedicando-se ao enriquecimento ilícito, possuindo muitos bens”.
Amim anunciou também que o novo Governo pretendia reafirmar vínculos amistosos com outros países, mas que qualquer tentativa de intervenção por parte de governos estrangeiros seria “imediatamente esmagada”.
Uganda antes do golpe
Até maio de 1970, Uganda era considerada uma nação moderada entre a Tanzânia, de tendência socialista, e o Quênia, com inclinação capitalista. A partir daí, o presidente Milton Obote anunciou que seu Governo caminhava para a nacionalização do setor privado e estrangeiro da economia, revelando seu lado esquerdista até então oculto. Além de mudanças na economia, Obote começou uma reforma na educação para “evitar o enriquecimento de poucos indivíduos privilegiados”, o que desagradou setores direitistas da sociedade, principalmente as Forças Armadas, que o depuseram em 1971, ocasião em que Idi Amim assumiu o poder.
O ditador Amim controlou Uganda com rédeas curtas até 1979, quando foi derrubado por um exército rebelde apoiado pela Tanzânia. Antes disso, o golpista expulsou do país todos os residentes de origem indiana e promoveu o assassinato de mais de 300 mil pessoas.
Texto extraído do blog jbonline http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php
Será que eu estou com sintoma de pobre?

Por Caio Rodrigues Sukinha
........eu sou muito observador, então, quando eu estava naqueles momentos "Dalai Lama" eu comecei a lembrar de meu corridíssimo dia na praia( é isso aí gurizada, na Praia Grande). Vocês sabem que para ir a praia é necessário alguns preparativos. Então eu acordei de madrugada, preparei uma galinha com arroz( quero dizer arroz com galinha). Eu guardei minha marmita , e fui pegar o meu tênis que estava secando atrás da geladeira, estava seco mesmo, mas eu me lembrei que para ir a praia é bom ir de chinelo, no entanto o meu havaiana estava arrebentado, então eu peguei ele e grampeei, pronto, ficou tudo resolvido. Mas como eu acordei cedo , sobrou um pouquinho de tempo para assistir tv, porém a imagem estava muito ruim; aí vai eu pegar bombril para colocar na ponta da antena.....ninguém merece. Mas quando eu estava saindo para pegar o busão, eu lembrei que não tinha deixado o recado para mami, então lá vai eu escrever recadinho, e o pior disso tudo era a caneta BIC que não estava escrevendo, e ainda por cima eu escrevi um palavra errado, lá vai Caio pegar a borracha e passar a língua na ponta da borracha para apagar o erro de caneta......sem comentários. Sem falar que antes disso , eu tive que acender o fogo só para esquentar a ponta da caneta, mas até que foi bom porque eu havia esquecido de pegar água- o engraçado é que na geladeira só tinha garra de refri cheia de água. Felizmente eu consegui sair de casa com minha marmita, chinelo, água.......enfim...estava pronto para pegar o busão. Ônibus, para começar, ele demora uma eternidade para passar e quando passa está "entuiado" de pessoas, mas fazer o quê, eu tive que pegar assim mesmo, porque se não, eu não ia ter um bom lugar na praia - fui no busão pendurado na porta. Chegando na praia , é outra história, aquela brisa no seu rosto, a onda quebrando na areia, maravilhoso; então eu fui armar meu " point", e quando eu estava abrindo o guarda chuva(no caso guarda sol) bateu um tremendo vento, não deu outra, o guarda sol , simplesmente voou, não pensei duas vezes, comecei a gritar :"pega, pega......pega aí menino"....affff , maior bafão da minha vida. Como eu estava um pouquinho adiantado para o futebol, eu fui comprar alguns dvd de filmes- tudo caro lá na praia, 2 por 10, enquanto que aqui é 4por10, um roubo. Mas as lojinhas de roupas até que eram boas , entrei em todas, mas como estava sem dinheiro, dizia para os vendedores " só estou dando uma olhadinha". Os caras do futebol estavam demorando muito , eu comecei a ficar agoniado, comecei a passar a chave de casa no ouvido para tirar a cera -até que estava limpo meu ouvido-, também aproveitei para comprar um pastel e caldo de cana na barraquinha. E passando o tempo os caras não chegavam, eu tive que ligar para eles, mas veio outro problema, meu celular não tinha crédito e nem bônus. Me restou o cartão , mas também não tinha unidade, foi aí que eu tive uma idéia magnifica, esfregar o cartão no chão para ver se dava crédito, vocês acreditam que eu consegui duas unidades e liguei para o meu amigo - incrível, não é?.
Meus amigos chegaram para o futebolzinho, como sempre eu fico no time dos melhores ( com camisa)........então fizemos o clássico das areias camisas x sem camisas, o primeiro tempo tempo terminou 6x6, no intervelo deu tempinho do pessoal rangar as marmitas(é como se fosse o gatorade), voltamos para o segundo tempo, e o jogo estava pedreira, felizmente saímos com a vitória. Placar final, com camisas13 x 12 sem camisas. Gosto de dizer que o jogo terminou 1x0, porque dá a impressão que o jogo estava díficil, disputado(porque jogo de caras ruins sai gol a todo momento, e não é o nosso caso). Mas eu comecei a desaminar após a partida, porque a praia começou a ficar cheia, um povo de Cbá apareceu, e mais povo feio aparecendo de todos os lados.Desanimei. Peguei os meus pertences, a começar pelo chinelo, garrafa pet de 2 litros(onde estava a agua) e pote de sorvete de 1 litro( onde estava o arroz com galinha)...Peguei e vazei de lá......muito povo feio e pobreza junto......
AGORA ESTOU NA MINHA LAJE , RECOLHENDO ROUPAS DO VARAL PORQUE O TEMPO FECHOU E ACIMA DE TUDO FAZENDO ESSA REFLEXÃO.........SERÁ QUE EU ESTOU COM SINTOMAS DE POBREZA?
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