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O homem que calculava - Malba Tahan


"Só nos é útil conhecimento que nos faz melhores." - Socrates

Por Berserker (Evandro)

Júlio César de Melo e Sousa é a pessoa por trás do pseudônimo Malba Tahan, o autor de O homem que calculava. Eu sei que é um livro destinado para pessoas bem jovens, mas como eu pulei grande parte da minha infância achei necessário ler esse clássico brasileiro.

Estava eu conversando sobre calculo avançado( por exemplo: 1+2 = ?) com um amigo e de repente ele se vira e abre a mochila tirando de lá o livro citado, pedi para ele me emprestar e respondeu dizendo: "você vai ter que ler em uma semana", eu concordei consegui, lembrando que eu costumo ler livros em no minimo duas semanas, mas o fiz em 6 dias.

"A boa amizade é para o homem o que a água pura e límpida é para o beduíno sedento." citação do livro

O livro como é destinado a jovens tem uma linguagem bem fácil, porém sempre temos que consultar o glossário para identificarmos palavras estrangeiras, isso mesmo o livro é ambientado no oriente médio, claro ele não é detalhista como o livro cidade do sol, até por que ele foca em ensinar matemática de forma interessante e divertida.

Malba Tahan conta a história de um calculista que por sua habilidade de calculo aliado a sua sabedoria consegue mudar a vida de várias pessoas e resolver problemas que até então ninguém tinha solucionado. Como eu disse não vá esperando uma trama bem elaborada e complexa, pois o livro é bem estereotipado mostrando sempre o lado bom, tanto que o final é bem "broxante", não esperava mais de um livro que visa ensinar matemática a crianças e adolescentes, porém o indico a toda pessoa que tem um afã pelas ciências exatas, pelo pensamento filosófico ou mesmo gosta da matemática recreativa.

"Que importa saber o que é linha reta quando não se sabe o que seja retidão." - Sêneca

Drácula - ou não


Por Evandro Ledema

Faz mais de cinco dias que eu não escrevo nada, por que ? faz quase cinco dias que estou sem Pc, isso mesmo, estou morrendo de tédio, é difícil de imaginar  o dia-a-dia sem acessar a internet, claro percebi que não sou viciado, mas que gosto muito e uma das coisas que mais que irritou foi não poder escrever e gerenciar o blog.

Deixando esse assunto de dependência eletrônica para futuros posts, venho nesse ínfimo tempo dar a dica de um novo livro que eu terminei, quem não tem internet se contenta com livros, na faculdade procurei por Drácula mas só encontrei 11 histórias de terror - Drácula, quando comecei a ler achei legal, sabia que poderia conhecer bem a história dele em 11 contos, por assim dizer, mas do vampiro mais famoso só os dois primeiros capítulos são dedicados a ele, os 9 restantes falam sobre maldições, cientistas malucos, monstros, lobos e lobisomens.

O livro é antigo, é uma coletânea dos melhores contos, nem mesmo os dois contos de Drácula são do mesmo autor, o que eu quero mostrar é que apesar do livro ser muito, mas muito antigo, paginas manchadas e velhas com cheiro de mofo, os contos ainda são interessantes e muito mais assustador que livrinhos onde monstros ficam a todo momento mostrando o adomem sarado, e o autor perde meia folha para descreve-lo.

Obs: eu procurava ler o Drácula original que é um livro enorme só que muito interessante e acabei encontrando esse livro, é pouco provável que alguém ache esse livro para vender.

Melancolia - Cães de Guerra


Por Evandro Ledema

Todas as vezes que eu termino de ler um bom livro vem aquele sentimento de abatimento, principalmente se o final for surpreendente. Hoje terminei Cães de Gerra, de Frederick Forsyth, um livro que apesar do nome ele não trata de ação, mas de tensão politica e das guerrilhas na África. O fim do livro para mim foi surpreendente, Até chegar na página da ação eu nem podia imaginar que o personagem principal era tão, mas tão interessante, durante o livro todo você acaba se aproximando dele e quando chega no fim você é um de seus comparsas, de tão atraente que a mente do personagem se torna.

Melancolia, misantropia, são umas da poucas palavras que podem definir essa obra prima de Forsyth, poucos livros me deixaram tão abatido, um deles foi a menina de roubava livros, mas nesse livro você sabe o que vai acontecer ou pelo menos tem ideia, ao contrario de Cães de Guerra que me pegou desprevenido.

Fica a dica do espetacular livro e de algumas de suas obras:

  • O dia do Chacal
  • O dossiê Odessa
  • Cães de Guerra

Cães de Guerra o terceiro livro escrito por Frederick Forsyth, teve como origem as observações in loco sobre a guerra de Biafra, de 1967, um episodio decisivo na vida do autor. Encarregado de uma série de reportagens pela BBC de Londres, onde trabalhava, não aceitou as orientações recebidas, entrou em conflito com seus chefes e perdeu o emprego. Foi quando decidiu tentar a sorte como romancista. Os amigos procuraram dissuadi-lo da ideia alegando que ganharia muito pouco. Forsyth, já milionário, recorda: "Eram bons conselhos, mas nunca tomei conhecimento dos bons conselhos que me deram pela vida a fora".

Frederick Forsyth é inglês de Ashford, Kent, onde nasceu em agosto de 1938. Alistou-se na Real Força Aérea aos dezessete anos e foi, por algum tempo, o piloto mais jovem da aviação inglesa. Voltou-se, então, para o jornalismo e, depois dos primeiros passos na profissão, segui para Paris como correspondente da agencia de noticias Reuters.

Essa experiencia forneceu-lhe o material para o romancista incubado que havia em seu intimo. Foram anos que lhe abarrotaram a mente com personagens, incidentes e detalhes técnicos, todos devidamente transportados para suas obras.    

"Como vejo o mundo" Albert Einstein


Einstein trata dos problemas fundamentais do ser humano - nos campos social, político, econômico e cultural - e torna clara sua posição diante deles: a de um sábio radicalmente consciente de que, sem a liberdade de ser e agir, o homem, por mais que conheça e possua, não é nada.


Ele sonhava com um mundo mais acessível a todos e não acreditava na liberdade, acreditava que estavam condicionados a pressões externas ou a crenças internas. O sentido da vida é viver, como julgar o homem, através do grau que ele se libertou do EU. Riquezas, o dinheiro só tem valor se for usado para o bem da humanidade e quem tem este dom são pessoas excepcionais com idéias generosas, fora disto o dinheiro polui tudo e degrada a pessoa humana, educação em um pensamento livre, devemos ensinar os homens não só uma especialidade, pois estaríamos transformando-o em um cão ensinado, devemos ensinar o senso prático do que vale a pena, daquilo que é belo e moralmente correto. A paz deve ser preconizada entre as nações, mas isto não acontece devido os avanços tecnológicos, paz agora significa sobrevivência, Einsten dizia que o homem jamais barraria a ciência, pois, esta sempre encontra caminho, idéias e descobertas se impõem para um progresso harmonioso, até que interesses políticos interfiram nesta harmonia, esta ação causa um desastre.


Ele acreditava que a descoberta da bomba atômica não era mais importante que a descoberta do fósforo, o perigo esta em acionar, por isso acreditava nas pessoas no sentido de barrar esta ação a qualquer custo, Einsten condenava a Alemanha, por não ter liberdade política, tolerância e igualdade, isto o levou a mudar de país foi para América. A concepção Judaica:Direito a vida para todas as criaturas, para ele a torá e o Talamude, representam o testemunho mais importante da ideologia Judaica nos tempos antigos de sua história.

Acreditava que as pesquisas passava por momentos distintos e prolongados: Intuição, cegueira, exaltação e febre, culminando mais tarde com a alegria da descoberta.


Recomendo este livro, para todos que desejam ter uma visão mais critica sobre nossa sociedade!Einstein expressa sua opinião de forma fantástica... Comenta minuciosamente sobre suas teorias cientificas. É um livro que vale a pena ler e reler!


O universo numa casca de noz


Por Caio Rodrigues Sukinha

Uma obra maravilhosa do genioso Stephen Hawking, meus amigos leitores, talvez não sejamos geniosos ou superdotados intelectualmente como Sthepen Hawking ou outros, mas eu lhes garanto que este livro, incrivelmente simplificado nas palavras mas com um grande poder de hipnotizar e explicar irá nos remeter para uma atmosfera totalmente nova , cheia de novas descobertas e aprendizados nunca antes imaginado, por aqueles que são do meio físico ou adjacentes.

É como Shakespere em Hamlet, descreveu no ato 2 , cena2 " Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito..."

Hamlet, talvez quisesse dizer, que embora nos seres humanos, sejamos muito limitados fisicamante, nossas mentes estão livres para explorar todo o universo e para avançar audaciosamente para onde até mesmo jornadas nas estrelas teme seguir, se os maus sonhos permitirem.

Sthepen Hawking é um ícone intelectual conhecido não apenas pela ousadia de suas ideias, mas também pela clareza e perspicácia com as quais as expressa. Neste livro, Hawking apresenta o segmento mais atraente da física teórica - no qual a verdade é quase sempre mais estranha do que a ficção - para explicar, com com uma linguagem simplificada, os princípios que controlam o universo.


Como muitos da comunidade de físicos teóricos, Hawkin procura o graal da ciência: a intrigante Teoria de Tudo, que está no coração do cosmo. Com seu estilo bem-humorado, ele nos leva a descobrir os segredos do universo - da supergravidade à supersimetria , da teoria quântica à teoria M - nos conduz as fronteiras selvangens da ciência , onde a teoria das supercordas e as p-brancas podem guardar a última peça do quebra-cabeça, e nos revela os bastidores de uma de suas mais emocionantes aventuras intelectuais enquanto procura "combinar a teoria da relatividade geral de Einstein e a ideia das histórias múltiplas de Feynnman em uma teoria unificada completa que descreverá tudo que acontece no universo"

O universo numa casca de noz é leitura obrigatória para todos aqueles que desejam entender o universo no qual vivemos. Como Uma breve história do tempo, este livro transmite o entusiamo que a comunidade científica sentiu quando os segredos dos cosmos se revelaram.


Cães de Guerra


Por Evandro F. Ledema

Tinha acaba de terminar de ler o livro " O que Einstein disse a seu cozinheiro", havia chegado cedo na faculdade e esperava, sem nada para fazer, o começo da aula, de súbito olhei para a biblioteca ,que por casualidade fica em frente a minha sala, fui arrastado ,quase que por uma força invisivel, para seu interior. Enquanto passeava entre as fileiras de livros, pegando um aqui e vendo outro acolá, encontrei um livro escrito "Cães de Guerra " de um autor que nunca ouvira falar: Frederick Forsyth, encarei-o por um curto periodo e resolvi leva-lo.

Ao entregrar para a bibliotecária, ela disse que ele não estava registrado e que teria de ligar para a central e só então poderia libera-lo, após as aulas fui ver se o livro estava pronto para entrar na minha mochila, ele estava! Foi ai que descobrir que ele é bom, não só bom, mas diferente dos que eu costumo ler.

A ideia principal está em torno de mercenário, tanto das selvas quanto das cidades, empresarios e guerrilheiros, o livro mostra os dois lados de uma exploração- extrativismo - e o faz de maneira empolgante. A trama se passa na City de Londres e na Africa, principalmente na republica de Zangaro, local onde é encontrado um mineral que se torna a cobiça e motivo dos cães de guerra.

O livro nos introduz termos africanos, ingleses, franceses e outros em menor grau, nos mostra como funciona o capitalismo dentro de grandes empresas e como pessoas ricas exploram seus empregados e países que estão em formação, sendo controlados por ditadores e uma fraca ideologia.

Posto um trecho onde o autor atraves de um personagem define o centro empresarial de uma determina cidade pela visão de varios tipos, no sentido literal, sendo que ao meu ver é o que ocorre hoje no mercado de trabalho.

Trecho:

"Ele levantou e atravessou a sala até as janelas panorâmicas do lado sul. Olhou então para toda a extensão da City de Londres, a milha quadrada que era o centro da antiga capital e o coração de um império financeiro que ainda se extendia pelo mundo inteiro, apesar do que diziam seus detratores. Para alguns dos insetos agitados que se moviam lá em baixo, vestidos de cinza-escuro e cobertos pelos chapéus-coco pretos, era, talvez, apenas um local de trabalho, enfadonho e cansativo, que exigia de um homem o tributo de sua mocidade, maturidade e meia-idade até a aposentadoria final. Para outros, jovens e cheios de esperança, era um centro de oportunidade onde o mérito eo trabalho árduo eram reconpensados com os prêmios da promoção e da segurança. Para os românticos, era sem duvida a sede das casas dos grandes comerciantes-aventureiros, para um pragmatista, o maiormercado do mundo, e para um sindicalista de esquerda, o lugar os ricos ociosos e indignos, nascidos na opulência e no privilêgio, se refocilavam no luxo. James Manson era cético e realista. Sabia o que era a City. Era pura e simplesmente uma selva e ele, uma das panteras que a habitavam." 

Sobre o autor:

Educado na Tondridge School, e depois na Universidade de Granada, na Espanha, aos 19 anos, começou a servir a RAF (Royal Air Force) como um dos mais jovens pilotos, tendo servido até 1958. Depois começou a trabalhar no Eastern Daily Press como repórter. Em 1961, se tornou correspondente da Reuters em Paris. Trabalhou também na Alemanha Oriental e na Tchecoslováquia, países onde obteve muitas informações que seriam, posteriormente, publicadas em seus livros. Retornando a Londres em 1965, ele trabalhou como repórter de rádio e televisão na BBC, o que lhe proporcionou a oportunidade de conhecer a fundo os grandes dramas da política internacional. Essa experiência no jornalismo o ensinou a ser minucioso e preocupado com as verdades históricas. Como correspondente diplomático assistente, ele cobriu o lado Biafrano da guerra entre a Nigéria e Biafra de Julho a setembro de 1967, e isto forneceu a ele conhecimento de política internacional, e o mundo dos "soldiers" mercenários. Foi este trabalho e a pesquisa relacionada que interessaram ele com verdade histórica. Em 1968 ele deixou a BBC para retornar para Biafra, e ele cobriu a guerra, primeiro como um freelance e depois para o Daily Express e para a revista Time.


Hamlet


Estou lendo uma maravilhosa obra de Shakespeare o incrível livro Hamlet...Shakespeare é insubstituível em sua maneira de expressar dor,ódio,amor e muitos outros sentimentos inexplicáveis do ser humano.Aí está um pequeno trecho desse magnífico livro!Estou lendo e recomendo...



"Hamlet: Ser ou não ser, essa é a questão: será mais nobre suportar na mente as flechadas da trágica fortuna, ou tomar armas contra um mar de obstáculos e, enfrentando-os, vencer? Morrer — dormir, nada mais; e dizer que pelo sono se findam as dores, como os mil abalos inerentes à carne — é a conclusão que devemos buscar. Morrer — dormir; dormir, talvez sonhar — eis o problema: pois os sonhos que vierem nesse sono de morte, uma vez livres deste invólucro mortal, fazem cismar. Esse é o motivo que prolonga a desdita desta vida."

William Shakespeare, em “Hamlet”

O que Einstein disse a seu cozinheiro...


Você sabia que nem todo o álcool evapora quando se cozinha com cerveja ou vinho?
Por que nada gruda em uma frigideira antiaderente?
O que faz as gorduras ficarem rançosas?
Em mais de 100 pares de perguntas e respostas que podem ser consultados independentemente, esse livro explica pão-pão-queijo-queijo a ciência da cozinha. Acessível e inteligente, descarta informações e mitos que passaram do prazo de validade e ajuda você a interpretar rótulos e propagandas. Deliciosas receitas criadas especialmente para demonstrar princípios científicos, dicas, um glossário e sugestões de leitura complementam o banquete.

O que Einstein disse a seu cozinheiro de Robert L. Wolke é um livro escrito por um químico e cozinheiro apaixonado, com uma linguagem simples ele encanta a todos que leem sua obra, tornando impossível não terminar de lê-la e acima de tudo se tornando um guia na cozinha cotidiana.

Robert escreve em jornais, e as frequentes duvidas de seus leitores ajudou-o a selecionar conteúdo para esse livro tão esclarecedor e cultural. Para mim o livro se tornou além de conhecimento encadernado também um manual que tende a mexer com minha criatividade na cozinha e no dia-a-dia.

Um livro obrigatório tanto para um chef, um gastrônomo e para cozinheiros caseiros que se interessam por saber o por que da coisas.


Sete ossos e uma maldição


São 11 contos que fazem qualquer um sentir um friozinho cortante percorrer a espinha. Mas o medo aqui não paralisa, pelo contrário, só faz crescer a vontade de chegar à página seguinte, o que exige fôlego. Um prato cheio para quem curte histórias de terror e mistério ? e qual é a criança ou o jovem que não curte? – e um bom começo para os iniciantes neste tipo de literatura.

Em Sete Ossos e uma Maldição, não há sangue espirrando nem miolos saltando, como informa de antemão a orelha do livro. Nada explícito ou de mau gosto. Nele, a imaginação do leitor se encarrega de formar as cenas macabras forjadas através de um texto elegante. E é exatamente esse terror sugerido, literatura fantástica da melhor qualidade, que o torna tão atraente.

O primeiro conto, “Crianças à venda. Tratar aqui”, pega o leitor de primeira e dá o tom do que virá a seguir. A dúvida é uma constante. Vai ficando cada vez mais difícil dizer exatamente o que é e o que não é, o real e o sobrenatural se misturam numa atmosfera fascinante. O conto que dá nome ao livro também surpreende o leitor ao explicar o que são afinal os sete ossos e a maldição do título, aliás, uma história sinistra, como diriam os jovens leitores.

Eu li e recomendo...
Se você tiver coragem embarque nesse livro!!