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Um dia sem internet


Por Caio Rodrigues Sukinha
Meus amigos leitores, eu estou sem internet em casa por duas semanas, em outras palavras estou louco, bem, como ficar por dentro de tudo se a internet não funciona!! É DIFÍCIL.
Ma s porque é difícil? Sabemos que hoje em dia é moda ser especialista em alguma coisa, por exemplo, após as catástrofes no Rio de Janeiro estão aparecendo especialista "de tudo quanto é lado", é especialista em construções urbanas , especialista em catástrofes previstas , enfim especialista de todos os ramos e denominações "especialindicicas".
Mas onde eu estou querendo chegar? Você já parou para pensar como seria o mundo se a internet "caísse por 24 horas".
Seria um caos completo, para começar, quando você se levantasse muitas rádios estariam fora do ar , pois suas programações dependem exclusivamente da internet.
As donas de casa não poderiam assistir na íntegra Ana Maria Braga( se bem que eu acredito que a maioria não assistem, pois elas tem muito o que fazer).
Posteriormente, eu não poderia fazer as postagens no blog.






Mas isso são coisas que afetam algumas pessoas específicas , certo? Mas então vamos pegar outros exemplos, por exemplo, os sinais de trânsito seriam todos interrompidos devido a uma pane geral no sistema. O controle de tráfego aéreo seria totalmente interrompido devido a uma invalidez nos controles dos voos.

Todo tipos de pesquisas científicas ou de outros gêneros em que estão envolvidos mais de um grupo, seriam interrompidos pela incapacidade de haver troca de dados entre os grupos.

AFFFF......................é melhor eu ficar quieto, por que se não todos vão ficar pirados, pois ainda nem comecei falar dos bancos e conglomerados financeiros....

Por isso muitas informações ainda são escondidas da humanidade, pois as pessoas ainda não estão preparadas para tamanha verdade.

Mas fiquem tranquilos , logo logo, eu volto com mais verdades inconvenientes.

Mémorias

Por Caio Rodrigues Sukinha

Quando eu tinha apenas sete anos, eu me lembro claramente que em uma bela manhã de sol, onde o desenho animado era a coisa mais importante para uma criança nécia como eu, que a minha programação de desenho foi interrompida por motivos internacionais mas  insignificantes para uma criança.

O que eu menos sabia era que aquele acontecimento era uma das piores tragédias da humanidade: o atentado terrorista as torres gêmeas no centro político dos EUA.

Eu estou falando do acontecimento onde milhares de vidas foram tiradas em um atentado por motivos geopolíticos e econômicos, onde nós, simples civis somos vítimas de politicagem baratas de blocos econômicos internacionais.

Este vídeo me tocou muito.




Terrorismo e Contraterrorismo: Desafio do Século XXI



Dois fatos, historicamente recentes, motivaram profundas mudanças nas relações internacionais contemporâneas: a queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989; e os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. O 9 de novembro marcou o descortinamento de metade do planeta. O 11 de setembro, o erguimento de uma muralha invisível entre os povos que, acreditávamos, estivesse destruída (FRIEDMAN, 2005).

A palavra “terrorismo” deriva do latim terror, que significa medo ou horror. Trata-se de termo usado para designar um fenômeno político, de longa data, cuja finalidade é aniquilar ou atemorizar rivais mediante o uso de violência, terror e morte de pessoas inocentes. Sem modificar sua essência, o terrorismo exibe, na atualidade, cinco aspectos que o distinguem de épocas anteriores: o caráter transnacional; o embasamento religioso e nacionalista; o uso de terroristas suicidas; a alta letalidade dos ataques; e a orientação anti-ocidental, sobretudo nos grupos fundamentalistas islâmicos. Essas características nos remetem a uma nova modalidade, que poderia ser chamada de neoterrorismo (WITCKER, 2005). 

Os atentados da Al-Qaeda, em 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos da América (EUA), são o divisor de águas desse novo ciclo. Desde então, houve ataques às cidades de Madri, na Espanha; Bali, na Indonésia; e Londres, na Inglaterra, entre outras, com grande número de vítimas. A metodologia, a estratégia e os meios utilizados por terroristas são variados e imprevisíveis. Hoje, há recursos mais poderosos e de acesso mais fácil do que os utilizados no passado. As variantes suicidas dos terroristas e o possível uso de armas de destruição em massa (ADM) mostram o quão vulneráveis são os Estados a toda sorte de ataques. Faz-se urgente a criação de mecanismos que, efetivamente, os contenham.

Considerações Gerais

Não há uma definição de terrorismo que seja aceita por toda a comunidade internacional. Há diversas acepções, que variam conforme o propósito das ações e o entendimento sobre o tema. Em comum, esses conceitos apresentam o uso da violência com motivação política, que os difere das ações unicamente criminosas, motivadas por lucro ou por desvios de comportamento (RAMOS JR., 2003). Essa violência se realiza no âmbito psicológico dos indivíduos e objetiva destruir o moral de suas vítimas. Seu efeito é o terror, isto é, um pavor incontrolável.

Freqüentemente, a expressão “terrorismo” é utilizada para definir qualquer tipo de ação violenta, de caráter físico ou psicológico e de natureza “radical”, “fanática” ou “extrema”. Verifica-se, no cotidiano, que rotular um ato ou pessoa como terrorista depende, também, de quem sofre ou pratica a ação.

Terrorismo, portanto, pode ser definido como o uso intencional – ou ameaça de uso – de violência por um grupo político organizado contra “populações não-combatentes”, de forma a se alcançar objetivos político-ideológicos. 

Um ato terrorista pode ser caracterizado, identificando-se a presença de algumas peculiaridades: a natureza indiscriminada; a imprevisibilidade e arbitrariedade; a gravidade de suas consequências; o caráter amoral e de anomia (WOLOSZYN, 2006). 

A crescente dependência dos setores estatal e privado mundiais a esses sistemas, assim como sua criticidade é consequência natural dos avanços tecnológicos e de confiabilidade das aplicações de TIC. 

Sob outro viés, não se percebe a diferença entre as vítimas o terrorismo, aspecto, também, importante para seu entendimento.


Podem-se distinguir três tipos:

• a vítima tática - é a vítima direta circunstancial – o morto, o mutilado, o sequestrado – aquele que sofre em si a violência do tentado. Esta pode ter sido escolhida por alguma característica ou ser apenas um alvo aleatório, indiscriminado; 

• a vítima estratégica - são todos aqueles que sobrevivem o atentado, mas encontram-se no grupo de risco dos vitimados. Imaginam-se alvos potenciais de um próximo ataque, tornando-se presas do pânico; e

• a vítima política - é o Estado. A estrutura que deveria garantir a vida dos seus cidadãos mostra-se impotente ante um inimigo oculto e inesperado.


Considerando-se que o objetivo do terrorismo é provocar pânico, sua vítima preferencial não é a vítima tática, aquela que perde a vida no atentado, por uma questão inequívoca: os mortos não temem. As vítimas buscadas pelo terrorismo são, portanto, aquelas que sobrevivem e se sentem indefesas ante a vontade do terrorista. O fundamento do terror, portanto, não é morte ou aniquilamento, mas a sensação de vulnerabilidade, impotência e desamparo ante o atentado (SAINT-PIERRE, 2005).

O combate ao terrorismo possui duas grandes vertentes: o antiterrorismo e o contraterrorismo. O antiterrorismo compreende medidas eminentemente defensivas, que objetivam a redução das vulnerabilidades aos atentados. O contraterrorismo abrange medidas ofensivas, tendo como alvo os diversos grupos identificados, a fim de prevenir, dissuadir, ou retaliar seus atos (PINHEIRO, 2004). Contudo, a forma como um governo reage às ameaças a suas instituições e a sua população deve estar alinhada aos valores que se busca proteger e preservar. Estes não podem ser sacrificados em nome de uma “guerra santa” contra o terrorismo

(PONTES, 1999).

Texto extraído da publicação da Abin: volume 4