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Mercado de Capitais, Parte 1

Por Caio Augusto Rodrigues, Vulgo Sukinha


Esta é a primeira de uma série de 4 postagens, onde tentarei explicar de maneiras bem simples como funcionam as bolsas de valores, as suas ações, e o mercado financeiro nacional. Boa Diversão.


 A criação das bolsas de valores
  A criação da BMSP

            Empresários paulistas ligados à exportação, ao comércio e à agricultura criaram, em 26 de outubro de 1917, a Bolsa de Mercadorias de São Paulo, a BMSP. Primeira no Brasil a introduzir operações a termo, ela alcançou, ao longo dos anos, rica tradição na negociação de contratos agropecuários, particularmente café, boi gordo e algodão.

O Surgimento da BM&F
            Em julho de 1985, surge a Bolsa Mercantil & de Futuros, a BM&F. Seus pregões começam a funcionar em 31 de janeiro de 1986. Em pouco tempo, ela conquista posição invejável entre as principais commodities exchanges do mundo, negociando contratos futuros, de opções, a termo e a vista, referenciados em índices de ações, ouro, taxas de juros e taxas de câmbio.


 A criação da Bolsa de Mercadorias e Futuros
            Em 9 de maio de 1991, BM&F e BMSP resolvem fundir suas atividades, aliando a tradição de uma ao dinamismo da outra. Surge então a Bolsa de Mercadorias & Futuros - também com a sigla BM&F - cujo objetivo é desenvolver mercados futuros de ativos financeiros, entre outros.
            Em 2007, a BM&F iniciou seu processo de desmutualização e, a partir de 1º de outubro de 2007, a BM&F se tornou uma sociedade por ações com fins lucrativos. Por meio da desmutualização, os direitos patrimoniais dos antigos associados da Companhia foram desvinculados dos Direitos de Acesso, e convertidos em participações acionárias.

  A  BOVESPA
            A Bovespa foi fundada em 23 de agosto de 1890 por Emilio Pestana. Até as reformas do sistema financeiro e do mercado de capitais, implementadas pelo governo no biênio 1965-1966, as bolsas de valores brasileiras eram entidades oficiais corporativas, vinculadas às secretarias de finanças dos governos estaduais e compostas por corretores nomeados pelo poder público.

  A fusão da BMF e BOVESPA
            Em maio de 2008, a BM&F e a BOVESPA integraram-se, formando, assim, a BM&FBOVESPA S/A.
            Atualmente,  a BM&FBOVESPA é a principal bolsa do Brasil. Criada em maio de 2008 com a integração entre Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), tornando-se a maior bolsa da América Latina, a segunda das Américas e a terceira maior do mundo. Nela são negociados títulos e valores mobiliários, tais como: ações de companhias abertas, títulos privados de renda fixa, derivativos agropecuários (commodities), derivativos financeiros, entre outros valores mobiliários.
                        Após as reformas, as bolsas assumiram a característica institucional que mantêm até hoje, transformando-se em associações civis sem fins lucrativos, com autonomia administrativa, financeira e patrimonial. A antiga figura individual do corretor de fundos públicos foi substituída pela da sociedade corretora, empresa constituída sob a forma de sociedade por ações nominativas ou por cotas de responsabilidade limitada.
            Desde então, a Bovespa vem crescendo e se modernizando, sempre em sintonia com as novas tecnologias e tendências. Até pouco tempo atrás, grande parte dos negócios ainda era realizada através do pregão viva-voz mas, atualmente, todos os negócios com ações e opções são realizados através do sistema Mega Bolsa, implantado em 1997. Em março de 1999, a Bovespa lançou o sistema Home Broker, que permitia que investidores pudessem comprar e/ou vender ações e opções em suas casas através da Internet. Esse sistema foi interligado ao Mega Bolsa e oferecido por uma ampla variedade de corretoras, cada qual com um serviço distinto. O sucesso do Home Broker no Brasil foi total e, em pouco tempo, os pequenos investidores passaram a ter uma maior participação no número e no volume de negócios da Bovespa.
            Em 28 de agosto de 2007, a BOVESPA deixou de ser uma instituição sem fins lucrativos e se tornou uma sociedade por ações: a BOVESPA Holding S/A. A BOVESPA Holding possui como subsidiárias integrais a Bolsa de Valores de São Paulo (BVSP) - responsável pelas operações dos mercados de bolsa e de balcão organizado - e a  Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), que presta serviços de liquidação, compensação e custódia.

Mercado de Capitais, Parte 2

Por Caio Augusto Rodrigues,Vulgo Sukinha



 Como as bolsas funcionam

 Levantando capital para negócios
            As bolsas de valores fornecem um excelente ambiente para as companhias levantarem capital para expansão de suas atividades através da venda de ações, e outros valores mobiliários, ao público investidor.

 Atuando como Termômetro da Economia 
            Na bolsa de valores, os preços das ações oscilam dependendo amplamente das forças do mercado e tendem a acompanhar o ritmo da economia, refletindo seus momentos de retração, estabilidade ou crescimento. Uma recessão, depressão, ou crise financeira pode eventualmente levar a uma queda (ou até mesmo uma quebra) do mercado. Desta forma, o movimento dos preços das ações das companhias e, de forma ampla, os índices de ações são um bom indicador das tendências da economia.
             Os governos federal, estadual ou municipal podem contar com as bolsas de valores ao emprestar dinheiro para a iniciativa privada para financiar grandes projetos de infra-estrutura, tais como estradas, portos, saneamento básico ou empreendimentos imobiliários para camadas mais pobres da população. Geralmente, esses tipos de projetos necessitam de grande volume de recursos financeiros, que as empresas ou investidores não teriam condições de levantar sozinhas sem contar com a participação governamental. Os governos, para levantarem recursos, utilizam-se da emissão de títulos públicos. Esses títulos podem ser negociados nas bolsas de valores. O levantamento de recursos privados, por meio da emissão de títulos, elimina a necessidade (pelo menos no curto prazo) dos governos sobretaxarem seus cidadãos e, desta maneira, as bolsas de valores estão ajudando indiretamente no financiamento do desenvolvimento.


 AS BOLSAS DE VALORES E O MERCADO DE AÇÕES

O que é uma ação
            Ações são títulos representativos das cotas-partes em que se divide o capital social de uma sociedade anônima. Uma ação representa, pois, a menor parte em que é dividido o seu capital. Quando alguém compra uma ação torna-se acionista da empresa e um de seus donos.
            As ações são, portanto, títulos de propriedades, representados por um certificado que confere ao seu possuidor uma parcela de participação no controle, nos bens e nos lucros da empresa, bem como em suas obrigações. Este certificado pode ser vendido e, consequentemente, transferido o seu interesse de propriedade para terceiros. A responsabilidade dos sócios ou acionistas é limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas.
  Como investir em ações?

 A análise técnica
            Basicamente o que se procura através da análise técnica é determinar os pontos mais adequados para a aplicação de dinheiro em ações e a posterior retirada do mesmo (se possível com lucro). Em outras palavras, almeja-se comprar e vender a ação no momento certo.

Sangue frio
            Todas as decisões devem ser tomadas co base nos indicadores técnicos e nos gráficos. Não há lugar para considerações de ordem sentimental. Um exemplo típico é a paixão que certos investidores desenvolvem pelos seus papéis, transformando as suas decisões em verdadeiros martírios.

Indicadores do mercado
            Não há nenhum índice, método ou sistema que nos habilite a prever o comportamento do mercado com precisão absoluta. No entanto o conhecimento e a análise dos indicadores apresentados poderão dar ao investidor uma confiança infinitamente maior se levar em conta em suas decisões, tais como: pluralidade, liderança, autenticidade e fechamento.

 Volume alto e qualidade da liderança
            Quando o mercado sobe com alto volume e ao mesmo tempo a qualidade da liderança diminui, é provável que o mercado sofra uma queda. Por qualidade da liderança, ele entende o preço médio das ações negociadas.

 Regra dos 3 dias
            Diz  Granville que raramente o mercado observa 3 dias consecutivos de altas ou baixas violentas, devendo, em seguida, haver uma reação contrária.




Mercado de Capitais, Parte 3

Por Caio Augusto Rodrigues, Vulgo Sukinha



 A bolsa de valores
  Os valores dos títulos nas bolsas

A determinação do valor das ações é um problema que, constantemente, se apresenta no mundo dos negócios e na vida particular das pessoas.
Outros especulam em Bolsas, inspirados por ”consultores” que lhes indicam o que á de melhor para comprar e, às vezes, aumentam muito mais a porcentagem de lucro no mercado de ações.
Outros, ainda, preferem a “observação pessoal”, quer por critérios de “probabilidades”, quer por “intuições”.
Os que seguem “tecnicamente” os valores lastreiam suas opiniões nos “lucros que se esperam” de cada negócio e nos “fatores de variações”. Elementos diversos, neste caso, orientam seus pareceres em: Balanços, mudanças de políticas, econômicas, favores fiscais, grandes contratos comercias, ampliações industriais, planos especiais do governo, etc.
Há sempre, todavia, uma aferição de “valores de oferta e procura”, a qual se afirma em critérios pessoais, super, ou subestimado, não raro, o “valor efetivo” das ações.
Afirmar que o valor da Bolsa de um título seja o real é fugir aos princípios técnicos.
Muitas são as “variáveis” que participam das especulações em Bolsas, porquanto devem ser entendidas, conforme ensinamento de Francesco Vito, como “a atividade de quem se propõe a obter lucro através  das variações dos preços” (Economia Política, vol. 2°, pág.208, 11ª edição, Milano, 1956) e, assim, muitos fatores influem na formação de tais valores.
O risco será tanto menor quanto mais conhecimento das causas possuir o investidor ou quem o representa.



 Fatores que, nas bolsas, influem nos valores das ações
Em sua obra M”anual Bursatil”, Augusto R. Machado apresenta os seguintes fatores que influem na determinação dos valores das ações em Bolsa (segundo seus estudos da bolsa de Bueno Aires) 
1° _ Fatores de ordem interna
a)      Diretamente Relacionados com a Empresa:
1 - Perspectiva, planos e capacidade de ganhos da empresa;
2 – Rentabilidade de suas ações;
3 – Situação econômica e financeira.        

b)      Indiretamente Vinculados com a Empresa:
1 – Atividade desenvolvida com relação à atualidade econômica do país (conjuntura);
2 – Medidas governamentais de ordem econômica ou política;
3 – Acontecimento políticos internos;
4 – Situação do mercado de mobiliário em geral;
5 – Estado do mercado, em particular, das ações da empresa;
6 – Fatos naturais, esporádicos;
7 – Fatores psicológicos diversos.

2° _ Fatores de ordem externa:
1 – Acontecimentos econômicos estrangeiros, vinculados com o país;
2 – Sucessos econômicos exteriores com reflexo “simpático” sobre o país;
3 – Estado das praças mobiliarias das principais nações.

Como bem classifica o autor, existem fatores que se criam:
A – dentro da empresa;
B – fora da empresa, mas dentro do país;
C – fora da empresa e fora do país.

Na realidade, todos os fatores possuem condições de influencia, porem
variam de acordo com a importância “em um dado elemento”.
            Em condições “normais” , quando o país se encontra em desenvolvimento, estabilizado politicamente, os fatores que passam a preponderar são aqueles dentro da empresa neste caso os refletidos pelo seus “Balanços” (embora isto não seja uma norma infalível).
            O peso intrínseco de uma empresa tende a ser um dos fatores que mais “constantemente” influem.
            Daí a importância dos “Balanços”, como elementos que norteiam os investidores.
            Quando há, todavia, desordem interna no país, motivada por um governo incapaz, ensejando crises políticas, sociais e econômicas, o fator “estimulo” esfria-se no investidor.
            Dentro de uma condição econômica favorável, compete aos fatores contábeis dar “maior” ou “menor” impulso à fixação dos valores das ações de uma empresa.
            Ao especulador de Bolsas não interessa a empresa, como uma unidade econômica, em seus objetivos, mas as ações, como autênticas “mercadorias” que trazem lucros nas variações de seus preços ou cotações.




 Fatores econômicos na formação dos valores das ações nas bolsas

            Uma economia nacional depende de uma grande variedade de fatores.
            No tocante ao investimento depende, substancialmente, de disciplina e de clima propício a ele.
            Nesse particular, modificações rápidas se verificam e a administração pública desempenha um papel preponderante.
            Por exemplo, países que dependem da agricultura para a sustentação de seus sistemas econômicos escravizam-se às flutuações de safras de épocas.
            Cada nação tem suas particularidades.
            O que é bom para os estados unidos, nem sempre será para o Panamá, e que é norma, no Japão, não pode ser tomado como base no Egito.
            Em matéria econômica, na prática, é preciso ter os “pés em terra” e observar o que convém a cada povo.
            Os mercados não são iguais.
            Existem leis, normas, preceitos, que regem a teoria econômica, mas, no campo da aplicação, torna-se necessário observar o “comportamento” de cada ambiente.
            Um mercado mobiliário de ações não tem padrões aplicáveis a todos os países.
            É óbvio que existem leis fundamentais que podem regelos, mas não é menos verdade que cada nação tem as suas peculiaridades movidas pelo seu ambiente próprio.
            Em tais ambientes, faz-se necessário observar aqueles fatores já enfocados, ou sejam:
            1 – Os de natureza psíquica;
            2 - Os de natureza social;
            3 – Os de natureza econômica, propriamente ditos;
4 – O de natureza política.

Todos eles são preponderantes, cada um em sua dosagem própria. 

Mercado de Capitais, Parte 4

Por Caio Augusto Rodrigues, Vulgo Sukinha


  
O mercado de ações e a economia brasileira

A tentativa de compatibilizar a existência de um mercado de capitais com uma economicamente inflacionária, explica em muito o sentido das amplas reformas promovidas a partir de 1964 com vistas a fortalecer o setor financeiro. O objetivo explícito era o alargamento do mercado, pela criação de novas instituições e instrumentos e pelo fortalecimento das já existentes, visando, de um lado, aumentar a taxa de poupança nacional e, de outro, racionalizar o f fluxo de recursos financeiros para as atividades produtivas.

  A Subida
            Para a subida do mercado de ações, tomou-se como ponto de partida a redefinição do quadro institucional e a institucionalidade da correção monetária. Em seguida, foram criados os fundos de poupança forçada (PIS – PASEP – FGTS) e procedeu-se a montagem de um amplo e complexo sistema de incentivos fiscais, o qual tinha por objetivo estimular a poupança financeira privada e o investimento em regiões e setores prioritários.
            Superada a etapa de dificuldades extremas por que haviam passado a economia e a sociedade brasileiras, do ínicio da década até 1967, recuperou-se o nível de atividade econômica, a inflação pareceu se estabilizar em torno dos 20%, o Tesouro Nacional resolveu suas dificuldades financeiras e o setor financeiro, especialmente o setor não-bancário, ganhou importância. Com isso os agentes econômicos revelaram um comportamento altruísta, ou seja, tinha-se de um lado, os aplicadores de poupança que se colocaram na cômoda posição de exigir, para qualquer tipo de aplicação financeira, alta liquidez, ausência de risco e garantia de remuneração mínima, por sinal não desprezível. No outro lado, tinham-se os intermediários financeiros que abandonavam quase que por completo os parâmetros de uma economia de mercado para fixar a remuneração, o prazo e demais condições a serem conferidas ao poupador na captação de suas poupanças, a partir da remuneração e dos demais privilégios oferecidos pelo título do Governo ou seus protegidos, como a caderneta de poupança.
            No entanto, as reformas que atingiram o setor financeiro nacional a partir de 1964 tinham como grande meta fortalecer o mercado brasileiro de ações. O primeiro grande impulso para o seu desenvolvimento foi a promulgação da Lei n, 4.728/65, que explicitava de maneira bem clara as intenções do governo de instituir um mercado de capitais forte.
            Esta mesma lei autorizou também a constituição dos bancos de investimento, que iniciaram suas operações em 1966. A eles caberia operar com financiamento a médio e longo prazos e realizar lançamentos públicos de ações.
            A partir de 1966, foram regulamentadas as atividades das bolsas de valores, das sociedades corretoras e das distribuidoras de títulos e valores mobiliários (além das atividades dos bancos de investimentos), que fortaleceram a figura dos corretores da bolsa de valores – agora transformados em empresas – e das Bolsas de Valores, objetivando claramente a modernização das instituições e de seus mercados.
            Os incentivos fiscais, na primeira etapa, foram importantes para o desenvolvimento do mercado de ações, e a criação de fundos fiscais foram os fatores mais decisivos para a sua evolução.
Com todos esses incentivos, o número de sociedades anônimas que se registraram no Banco Central como de capital aberto, aumentou acentuadamente, a partir de 1968.  Da mesma forma, evoluiu o número de companhias com ações registradas e negociadas nas principais Bolsas de Valores.

A queda

            Diante da gama de incentivos oferecidos pelo Governo, o mercado começou a sentir. As medidas preconizadas e postas em prática tiveram a melhor acolhida possível, modo que, ao primeiro sintoma de recuperação da economia, a reação se fez sentir com intensidade considerável. Haviam novas instituições voltadas ao mercado, os fundos mútuos de investimentos se desenvolviam rapidamente e eram bem aceitos pelo público. O mercado estava sentindo de forma bem explícita todo o apoio do Governo.
            Mediante essa facilidade, as ofertas de ações se expandiam cada vez mais rapidamente, a pressão de demanda enfraquecia. Diante da facilidade com que se vendia qualquer papel, as empresas inundaram o mercado  com novas emissões de ações que, de ínicio, eram vorazmente absorvida pelo público, mesmo que qualquer análise, regularmente criteriosa, mostrasse ser um péssimo investimento.
            Naturalmente, os especuladores mais hábeis realizaram primeiro seus ganhos e afastaram-se do mercado. Veio a explosão. Os preços haviam atingido níveis insustentáveis. Logo, a medida que os especuladores mais espertos se afastavam do mercado, retirando seus recursos, eles começaram a cair.      O mercado de ações entrou então numa fase de recessão, ainda em 1971, após um completo esvaziamento no que diz respeito aos investidores individuais.

 Etapa Difícil
Após 1971, o mercado de ações viveu os seus momentos mais difíceis. O estado depressivo se estendeu por vários anos. Pelo menos até 1976. Nessa época, o Governo adotou uma série de medidas para promover a recuperação, visando, principalmente para atrair investidores institucionais para as Bolsas de Valores, nenhuma delas, no entanto, foi capaz de reanimar efetivamente o mercado. Com isso, outros segmentos do setor financeiro expandiram-se rapidamente.

 O mercado de ações e o crescimento econômico
Embora seu desenvolvimento tenha sido tumultuado, não há dúvida de que o mercado de ações muito contribuiu para o crescimento econômico do Brasil. Certamente muitas empresas puderam enfrentar anos seguidos de endividamento apenas porque se fortaleceram antes nesse mercado, buscando recursos estáveis e a bons preços através da Bolsa de Valores.  Com isso, essas empresas fortaleceram suas bases do capital próprio, e puderam, por longo tempo, se valer do efeito de alavancamento dos débitos, viabilizando, assim, o aproveitamento de uma etapa de conjuntura econômica favorável para impulsionar seu crescimento.
O mercado versátil, no seu desenvolvimento, impulsiona um mercado amplo de ações que beneficia empresas, cujos papéis não são negociados na Bolsa de Valores. Da mesma forma, atraindo inúmeros investidores para um mercado de ações organizado, ele estimula um comportamento extremamente importante para o desenvolvimento econômico; induz as pessoas a participarem, com suas poupanças, dos riscos e dos resultados das atividades produtivas, tornando-as participantes conscientes desse desenvolvimento.
Assim, os ganhos líquidos dos investidores do mercado de ações tendem a refletir ganhos efetivos para a comunidade, em termos de maior produção de bens e serviços.

 O mercado de ações e o desenvolvimento econômico
Nos países onde o sistema financeiro mais contribui para o envolvimento econômico, o mercado de ações é forte e dinâmico, contribuindo, pela sua própria natureza e modo de funcionamento, para equilibrar s distribuição do poder econômico, já que um mercado de ações eficientes se fundamenta na disseminação dos pólos de decisão.
            Com tudo isso, o quadro que se desenhava favorecia a economia, impulsionando assim as ações de empresas.